Após comunicação oficial da #Petrobras a respeito de duas diminuições no preço dos combustíveis, a expectativa dos motoristas era de que o preço final seguisse essa tendência. Entretanto, não é o que está acontecendo. Os descontos alardeados tiveram influência no preço estabelecido nas refinarias apenas, despertando as reclamações e o desânimo dos consumidores.

Conforme levantamento semanal conduzido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do litro da #Gasolina está em torno de R$ 3,454, um pouco abaixo do apurado na semana compreendida entre os dias 6 e 12 de novembro de 2016. Uma queda de três centavos.

Publicidade
Publicidade

Porém, essa mesma queda ficou abaixo do esperado, já que se projetava um desconto de cinco centavos por litro, segundo o anúncio da Petrobras feito em 08/11. Este é o segundo desconto ofertado em menos de um mês. O primeiro anúncio de diminuição do preço-base na refinaria ocorreu em 14 de outubro, com a estimativa de barateamento da gasolina em 3,2%.

Qual o motivo da falta desse repasse do preço mais barato à população? De acordo com os donos de postos de gasolina, existe mais alguém no processo produtivo que se interpõe entre as refinarias e o mercado: as distribuidoras. Caso elas não acompanhem a tendência da diminuição dos preços, os descontos ficarão perdidos pelo meio do caminho, sem visibilidade para os motoristas e para a clientela.

Os varejistas (leia-se postos) se queixam de que as distribuidoras estão comprando o produto pelo valor mais barato.

Publicidade

Contudo, elas não baixaram os seus preços de revenda aos postos de gasolina.

Os donos dos postos destacam também que outro fator dessa “não-diminuição” está ligado à entressafra da cana-de-açúcar, matéria-prima do álcool anidro. Com o valor mais alto, esse combustível é parte integrante da gasolina, chegando ao patamar de 27% da composição total deste último.

Desde o mês de agosto até agora, o aumento no preço do álcool anidro totalizou 22%, levando à suposição de que esses dois descontos no preço dos combustíveis beirassem à nulidade de seu benefício.

A Petrobras, por sua vez, limita-se a dizer que, apesar da redução dos preços em outubro e novembro, a margem de lucro vislumbrada é considerada satisfatória, isto é, está acima do previsto e não gerará igualdade entre receita e despesa.

Enquanto o preço da gasolina não cai, as reações dos consumidores são as mais variadas possíveis: desde o inconformismo até o bom humor. Para quem não tem opção de transporte público adequado, o melhor é usar o carro e ir abastecendo o tanque com o preço vigente. Outros pensam em largar de vez a direção e se deslocar de bicicleta ou ir a pé para não ficar no meio do caminho. #Dinheiro