Foi anunciado, nesta segunda-feira (19), pela Boeing Commercial Airplanes (BCA) que serão feitos cortes de empregos em 2017, decorrentes da baixa demanda por aeronaves. Atualmente, a empresa produz cerca de 8,3 aviões modelo 777 por mês, um dos ícones da fabricante, e pretende reduzir este valor para 5.

Para reduzir os custos de fabricação dos aviões, a empresa cortará vagas de trabalho não só da linha de produção, mas também de cargos de gerência e administração. Para auxiliar o processo, a empresa contará com um programa de demissão voluntária, pagando o valor de uma semana de trabalho para cada ano de serviço dos funcionários, até um máximo de 26 anos.

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Apesar do anúncio de cortes de empregos, as ações da empresa têm subido e começaram o dia cotadas a US$ 156,96, apresentando variações ao longo do dia que culminam em um aumento geral no final do período.

A Boeing e o mercado de aeronaves comerciais

A Boeing disputa diretamente com a Airbus o mercado de grandes aeronaves, que fazem voos de longa distância. Ambas as empresas possuem setores voltados para a linha de defesa, bem como a brasileira Embraer. As ações da empresa norte-americana são componentes do índice Dow Jones, sendo ela o maior exportador por valor dos EUA.

A Airbus também enfrenta dificuldades em vender suas aeronaves e anunciou, no final de novembro, que irá cortar 1164 empregos na Europa, bem como o encerramento das atividades em Suresnes até 2018.

Frente à crise que abala os grandes fabricantes de aeronaves, a Embraer decidiu adotar um plano diferente: ampliar seu mercado de atuação.

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Em 2015, a empresa investiu menos em seu ramo de atuação principal, que a consagrou uma das maiores empresas de produção de aeronaves de médio porte, competindo diretamente com a canadense Bombardier, para conseguir investir mais na linha de defesa, o que alavancou a venda de aeronaves nacionais, o que teve consequência direta na lucratividade da empresa. Ainda assim, no dia 15/12 ela apresentou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo de São José dos Campos uma proposta para a suspensão temporária de um contrato de trabalho, que reduziria à metade o número de trabalhadores envolvidos. #Estados Unidos #Economia #Crise