A economia brasileira permanece atolada em uma recessão profunda e de longa duração, que continua a ameaçar todos os avanços feitos durante a primeira década deste século. Naquela época, a #Economia se beneficiou de um forte ambiente de crescimento global, exportação e dos preços das commodities. Hoje, nada disto está disponível e o país tem que cavar fundo para descobrir como fazer a economia crescer em um ambiente econômico tão diferente de tempos atrás. Nesse ambiente caótico, o Banco Central brasileiro foi chamado a intervir para baixar as taxas de juros, em uma tentativa de reanimar a atividade econômica.

Embora o Banco Central tenha reduzido as taxas de juros mais uma vez, o caminho a seguir não só é difícil a nível nacional, mas também enfrenta um ambiente internacional adverso, onde se espera que a Reserva Federal dos Estados Unidos eleve os juros.

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Assim, a eficácia da política monetária brasileira continuará a ser limitada, especialmente se a administração de Temer não for bem sucedida em colocar uma tampa sobre gastos fiscais e do défice fiscal.

A boa notícia é que o défice começou a descer e a administração parece estar a caminho de passagem de uma emenda constitucional que amarra o crescimento das despesas fiscais para a taxa de inflação por 20 anos, em uma tentativa de convencer os mercados financeiros internacionais de seu compromisso para equilibrar a economia do país.

A economia brasileira manteve-se em uma profunda recessão durante o terceiro trimestre, o que justifica os temores recentes dos analistas de que a economia só pode crescer menos de 1% em termos reais em 2017. Isso desapontaria a recuperação rápida que muitos esperavam após o fim do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff no início deste ano.

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De acordo com o Instituto de Estatística Brasileira (#IBGE), a economia caiu 0,8% no trimestre. Esta foi a sétima queda consecutiva, trimestre a trimestre, da atividade econômica e representou uma maior deterioração, em comparação com o declínio revisado para cima de 0,4%, registrado durante 2016. #Crise econômica