Uma série de intrincados fenômenos sociais inerentes ao mundo globalizado tem atingido praticamente todos os países, inclusive as nações milenares da #Europa. A lista de problemas não é pequena e possui temas tais como: #Crise econômica e desemprego; enorme dívida pública e com credores internacionais; crise sem fim dos refugiados oriundos da Ásia Menor, norte da África e Oriente Médio; entre tantos outros pontos que causam preocupação a todos. Tudo isso mencionado acima não é diferente com a pequenina Grécia, localizada no sudeste europeu, mais especificamente nos Bálcãs. Os gregos atravessam pelo período quase que infindável, de pior recessão econômica desde o final da II Guerra Mundial, quando o país ficou sob o jugo arbitrário das tropas nazistas de Hitler.

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Tanto é assim, que no dia 17 de dezembro, Aléxis Tsipras, que é o atual 1º ministro da Grécia, fez questão de ressaltar em um discurso por ele proferido na cidade de Berlim, na Alemanha, que como por ironia, volta a confrontar a os gregos com a interferência direta na economia da República Helênica, falando a um congresso de partidos políticos de esquerda da Europa, que já passou da hora dos credores estrangeiros compreender de uma vez por todas, de que o valioso povo grego se sacrificou e contribuiu de modo suficiente para superar a crise que se abateu no país dos filósofos “imortais” como Sócrates, Aristóteles e Platão.

Desde as maiores cidades gregas como a sua capital Atenas; Tessalônica, a maior cidade do norte da Grécia, até os pequenos vilarejos e ilhas gregas, foram afetados negativamente pelo extenso período da #Política de austeridade imposta pelos credores europeus e norte-americanos, o que teve um efeito contrário, reforçando o conteúdo do discurso nacionalista de Tsipras, que frisou que a Grécia jamais se renderá àqueles que almejam ver os gregos vivendo eternamente debaixo da escravidão de uma economia em frangalhos.

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Enfim, o líder grego argumentou dizendo o seguinte: “nossos credores precisam ter em mente que o povo grego fez sacrifícios suficientes e agora é hora de cumprir suas obrigações". Somos decisivos para que nunca entreguemos nosso povo aos que querem a Grécia presa na camisa de força da austeridade por muitos anos".

Resumindo de forma mais simplista, o 1º ministro da Grécia quis demonstrar que o povo local foi capaz de cumprir, mesmo que a duras penas, com todos os compromissos junto aos credores do país e que chegou a vez desses últimos de honrar o que foi acordado nas extensas negociações entre a Grécia e demais nações ao longo dos últimos anos. "Estou otimista de que a Grécia vai atingir seus objetivos, mas nunca aceitaremos a lógica da 'austeridade eterna' que destrói a sociedade grega", reiterou Tsipras. Que as palavras do político grego realmente possam encontrar eco em um verso comum naquele país, que é: “a Grécia nunca morre”!