Brasil e Argentina concordaram na última quinta-feira (8), em Brasília, que o Mercosul deve se abrir para o mundo e expandir seus horizontes comerciais, mas o projeto terá que ser feito sem a Venezuela, que atualmente foi afastada do bloco.

José Serra e Susana Malcorra concordaram que o #Mercosul deve acelerar acordos comerciais com a União Europeia, aproveitando o fato do presidente eleito do Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido limitar tais tratados.

"O caso da Venezuela não é uma suspensão, é um cancelamento de sua participação no Mercosul, tal como foi acordado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, já que para o país foi dado quatro anos para concluir a inclusão de regras e decisões do Mercosul e está ainda aquém do objetivo acordado ", disse Susana Malcorra.

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A ministra argentina disse que o Mercosul estava esperançoso que a Venezuela se adaptasse o mais rápido possível com as regras e decisões do bloco.

Na próxima semana, os ministros do Mercosul vão se reunir em Buenos Aires para decidir sobre um roteiro para o primeiro semestre de 2017, quando a Argentina deverá exercer a presidência rotativa do grupo.

O ministro brasileiro José Serra anunciou a criação de uma comissão binacional para enfrentar as barreiras que limitam o comércio bilateral entre Argentina e Brasil, a procura de alternativas e, posteriormente, partilhando os avanços com os outros membros do Mercosul.

Malcorra disse que era de especial interesse de ambos os países, o desenvolvimento do potencial fluvial chamado de "hidrovia do Mercosul", que inclui as bacias dos dois rios, Paraná e Paraguai, que se comunicam com todos os quatro membros fundadores do grupo e até mesmo com o litoral da Bolívia.

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"Fazendo vias navegáveis ​​em rotas de navegação e conectando canais entre os rios Paraná e Paraguai, poderia ajudar o comércio fluvial aumentar de 17 milhões de toneladas para 50 milhões de toneladas, no prazo de menos de uma década,mas obviamente precisamos de #investimentos pesados", admitiu Malcorra. #Economia