O presidente do Brasil, #Michel Temer, pretende simplificar o código tributário do país no próximo ano, inclusive para o setor de petróleo e gás, com o objetivo de ampliar sua agenda de reformas favoráveis às empresas após propostas para modificar o sistema de pensões e as leis trabalhistas do país.

A reforma poderia incluir a racionalização do regime tributário do setor de petróleo e gás, mudanças nos impostos sobre o sistema financeiro e a redução da burocracia em geral.

Desde que assumiu o cargo após a saída de sua antecessora Dilma Rousseff do poder, Temer prometeu buscar reformas estruturais para tirar o Brasil da recessão econômica mais profunda em décadas e simplificar a contratação de trabalhadores em contratos temporários.

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Ele propôs unificar os impostos federais PIS e Cofins para financiar a segurança social, e seu governo anunciou planos de negociar com os estados para unificar um imposto interestadual conhecido como ICMS, uma medida considerada crucial para reduzir as incertezas do país.

Os economistas há muito tempo vêm criticando o sistema fiscal complexo do Brasil como uma barreira ao crescimento a longo prazo. As empresas no Brasil gastam em média cerca de 2038 horas para fazerem seus impostos, cerca de 12 vezes a mais da média do grupo de nações ricas da OCDE, de acordo com o índice Doing Business do Banco Mundial.

Até agora, Temer aprovou um modesto aumento de 6,4% do salário mínimo nacional para 937 reais, e também prometeu apoiar os esforços do Congresso para reformar o quadro político brasileiro, um sistema multipartidário confuso que os críticos dizem que a #Política eleitoral do Brasil é complicada e muitas vezes corrupta.

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O país foi envolvido em um escândalo gigante de corrupção que envolve figuras políticas de alto escalão e passou pelo processo de impeachment da ex presidente Dilma Rousseff.

No mês passado, Dilma apresentou uma abertura de processo perante o Supremo Tribunal do país, alegando que Temer recebeu subornos durante a última campanha política. Rousseff teria apresentado provas junto ao Supremo Tribunal Eleitoral no Brasil alegando que o novo presidente recebeu fundos ilegais de uma construtora durante a eleição presidencial de 2014, na qual os dois eram companheiros de corrida presidencial.

Mais recentemente, os executivos da construtora brasileira Odebrecht, o grupo vinculado ao suborno e corrupção na estatal Petrobras, testemunharam o financiamento ilegal da campanha política de 2014 de Dilma Rousseff. #Reforma política