O mês de dezembro já começou, mas basta dar uma volta nos shoppings ou no comércio para perceber que este ano poderá ser o #Natal das lembrancinhas. O endividamento e a alta taxa de #Desemprego são alguns dos motivos pelos quais o consumidor anda tímido: passeia pelas lojas no máximo para dar "aquela olhadinha".

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no trimestre de agosto a outubro deste ano foi de 11,8%, a maior da atual pesquisa de emprego desde 2012. O Brasil acumula 12,042 milhões de pessoas desempregadas, o que se reflete nas nas vendas do fim do ano.

Por isso, o comércio aposta nos anúncios de promoções e descontos aliados à uma tímida decoração natalina.

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Aliás, muitos shoppings resolveram economizar neste item. A estimativa é de queda no faturamento. Segundo uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil, diante da falta de dinheiro, menos pessoas vão levar em consideração o perfil do presenteado na hora de escolher o produto dando mais atenção às promoções e descontos, que passaram de 4,8% no ano passado para 16,7% neste ano.

A pesquisa também indica queda de quase 10 pontos percentuais na comparação com o ano passado das #compras realizadas e shoppings. Segundo SPC Brasil, os shoppings centers devem concentrar 40,7% dos consumidores este ano (40,7%). Em segundo lugar estão as lojas online, com percentual estável na comparação com 2015 (32,3%), seguidas das lojas de departamento (25,1%) e dos shopping populares, que cresceram na preferência do consumidor, saltando de 14,6% para 23,7%.

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Isto porque o consumidor acredita que encontrará produtos mais baratos nas lojas populares.

Ainda de acordo com a pesquisa, três em cada dez (28,7%) consumidores ouvidos disseram que serão mais contidos na hora de encher a sacola. No ano passado, a mesma pesquisa constatou que 22,8% das pessoas iriam economizar. O percentual de pessoas que vão comprar apenas um presente também aumentou: no ano passado eram 7,5% e este ano o percentual é de 12,5%. Quem não vai comprar presente pretende usar o dinheiro para pagar dívidas.