Estamos em uma década onde a #Gastronomia viralizou. Pouco tempo atrás, cozinhar era uma atividade de bastidores. Não importava quem estava derretendo de suor para entregar sua receita predileta, a satisfação em recebê-la bastava. Era sinônimo de trabalho árduo, até mesmo por parte das nossas mães. Quem nunca ouviu sua mãe desabafar que não era fácil cozinhar todos os dias? Se sua mãe não for ou foi uma daquelas pessoas que nasceram com DNA de chef de cozinha enraizado em suas entranhas, você provavelmente escutou isso por vezes.

A senhora do bar da esquina que faz a feijoada de domingo, os cozinheiros com baixa escolaridade que quase que monopolizam as cozinhas industriais, as empresas que optam por colocar em cargo de destaque pessoas que se esforçam ao máximo em seus baixos cargos, ser uma opção fácil de levantamento de dinheiro em tempos de crise e de dificuldade financeira individual, esses e muitos outros fatores são e eram responsáveis pelo não reconhecimento da profissão.

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Com o crescente estimulo da mídia, da disponibilidade de #Cursos de especialização, técnicos e superiores, do incentivo da aceitação de suas próprias vontades, do empreendedorismo, do aumento da alimentação consciente, da necessidade de colocar a sua marca em seus projetos e criações, temos, hoje, um cenário, digamos "belo" para essa profissão, os apaixonados pela gastronomia têm vivido momentos de deleite e realização.

Não há como negar o aquecimento da economia no setor. O país agradece.

Digna de nota é também, a avalanche de cozinheiros aventureiros como atrizes, apresentadores, pessoas de destaque ou não, muitos à frente de programas de TV. Temos Carolina Ferraz, num programa leve, descontraído, onde ela apresenta receitas de altíssima qualidade, o Receitas de Carolina. Rodrigo Hilbert que apresenta o Tempero de Família, e traz a linguagem de receitas de raízes.

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Ele prepara, degusta e usa boa parte de seus ingredientes direto da horta. Tem o orgulho estampado nos olhos, quando cita que a receita era feita pela avó ou mãe. Esse clima familiar remete seus espectadores à infância.

E o que dizer da doce Bela Gil? Bela foi para os Estados Unidos para aprender o idioma, mas quando o curso acabou decidiu ficar por lá e estudar #nutrição. Lá mesmo começou a fazer nome e hoje é uma das mais assistidas apresentadoras de culinária, Sua gastronomia é diferenciada, ela faz pratos saudáveis e com muito sabor, o que estimula até os não adeptos desse estilo de vida a arriscar algo na cozinha.

Os pontos positivos não param por aí, especialmente agora que é finalmente uma profissão regulamentada. Para ser um gastrólogo, é preciso ter o certificado de curso superior de tecnologia ou bacharelado em gastronomia, emitido por instituições de ensino superior brasileiras.

O que podemos esperar do futuro da área? Com tanta capacitação, amor à profissão e público de sobra, está nítido que os últimos anos estão sendo um divisor de águas e que o abrilhantamento, destaque e reconhecimento de novos chefs está só começando.

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"Oui, vive la France!"