Enquanto os brasileiros se preparam para outro ano difícil, os índices de confiança divulgados na semana passada não mostram tendências positivas evidentes. Enquanto alguns setores, como o setor de varejo, estão otimistas em relação ao próximo ano, outros como a confiança do consumidor e confiança da indústria registram declínios durante o final de 2016 e início de 2017.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, estima um crescimento fraco, expansão de 1,3% na indústria, no próximo ano. "O ano de 2017 será caracterizado por um início muito difícil", concluiu um relatório especial divulgado pela CNI em dezembro.

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Segundo a entidade, espera-se uma recuperação gradual da atividade no segundo semestre, impulsionada pela menor inflação e menores taxas de juros. "A questão fiscal continuará crítica e uma fonte de desestabilização e incerteza no longo prazo", de acordo com o estudo da CNI.

O último índice de confiança dos consumidores, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), também mostra que os consumidores estão cansados ​​da situação econômica do país atualmente e no próximo ano. O Índice de Situação Atual para dezembro caiu de 3,8 pontos para 64,1 pontos, o menor já registrado pela FGV.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, caiu de 6,9 pontos para 80,8 pontos. O total do índice de confiança do consumidor caiu de 5,8 pontos em dezembro para 73,3 pontos, em uma escala de zero a 200.

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Este é o menor nível do indicador desde junho deste ano.

Por outro lado, o índice de confiança para o setor do varejo, também medido pela FGV, aumentou 0,7% em Dezembro, mostrando que os serviços de varejo são mais otimistas sobre o que 2017 vai trazer. O desempenho positivo do indicador concentrou-se em cinco dos treze segmentos.

Empresários de serviços de varejo estão mais confiantes com o futuro, com o Índice de expetativas, atingindo 90,6 pontos. Otimismo de vendas nos próximos três meses subiu para 3,1 pontos. A economia brasileira passou em 2016 por um verdadeiro furacão registrando seus piores índices em décadas e afetando a credibilidade dos investidores. #Brasil #Economia #Crise econômica