A #Inflação é um índice medido mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que calcula a variação de preços praticados pelo comércio para o público final.

Também é conhecido pela sigla IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado pelo Banco Central como o medidor oficial da inflação no país.

O índice nos últimos meses

No ano de 2016 o maior valor foi registrado em maio, com variação de 0,78%. Contudo, neste mês de novembro, chegou a 0,18%, o menor para o mesmo mês desde 1998, quando a inflação registrou 0,12%.

Acredita-se que o recuo tenha a ver com o preço dos alimentos que registraram queda de 0,20%, aprofundando a deflação que já havia sido registrada em outubro de 0,05%.

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Principais responsáveis pela deflação

A deflação é a diminuição dos preços ao consumidor final, portanto o contrário da inflação. Os principais responsáveis pela queda foram o leite longa vida que teve redução de preço por volta de 7,03%, o feijão de 17,52%, o tomate com 15,15%, a batata inglesa com 8,28%, o açaí com 3,28% e o feijão fradinho com 3,24%.

Aumento dos preços em outras áreas

Apesar dos alimentos domésticos terem pressionado a inflação para baixo, foi verificado pelo IBGE um aumento nos custos de saúde que ficaram em torno de 0,75%.

O transporte registrou alta de 0,48% e o etanol de 4,71%. Mas, o preço do etanol não modificou o valor da gasolina, que registrou baixa no mês, devido ao corte do preços anunciados em outubro pela Petrobras.

Também foi registrado um aumento de mais de 46% dos preços de multas.

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Acredita-se que aumento está relacionado com alterações ocorridas no Código de Trânsito Brasileiro.

Perspectiva para dezembro

A taxa acumulada até o mês de novembro foi de 6,99%, dentro da previsão do governo que espera encerrar o ano abaixo dos 8%. Nos anos anteriores, os índices acumulados para o mesmo período foram de 7,87% em 2015 e de 5,58% em 2014.

Projeção para 2017

Para 2017 é esperada uma baixa maior, segundo economistas de vários institutos de pesquisa. A estimativa é que o ano que vem encerre em algo próximo de 7,35%.