Na semana passada o presidente Michel Temer reuniu-se com ministros para discutir medidas que impulsionassem o crescimento econômico no país, e entre uma das possibilidades estava a redução do prazo para as operadoras de cartões de #crédito pagarem as vendas aos lojistas, que passaria de 30 para 2 dias; de acordo com o governo isso favoreceria os lojistas, porém dificultaria muito a vida das operadoras de cartões, como no caso da Nubank, que ameaçou encerrar suas atividades caso a medida fosse implementada, alegando que não teria como sustentar seu modo de operar nestas condições. Porém hoje, 20, o #Banco Central desistiu da drástica mudança.

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O que aconteceria se essa medida fosse implementada?

Esta mudança foi planejada de modo muito radical, com grandes alterações de imediato, sem progressividade, o que dificultaria muito a adaptação das operadoras de crédito, que teriam que possuir um capital muito alto acumulado. Empresas como o Nubank, não vinculadas a grandes bancos, não tem a mesma capacidade financeira.

De acordo com Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, "atualmente um cliente que usa o cartão pagará a fatura em média 26 dias depois. Assim, o NuBank, como emissor, receberá o dinheiro apenas após esse prazo". Então, se o prazo para o pagamento aos lojistas fosse reduzido para 2 dias, o NuBank terá que pagar antes mesmo de receber o pagamento da fatura pelo cliente, sendo necessário buscar recursos no mercado.

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Ainda de acordo com Cristina, baseando-se em simulações, se este prazo fosse reduzido pela metade, passando para 15 dias, seria preciso um capital extra de quase um bilhão de reais, de repente, no momento em que essa medida se tornasse válida. Com o prazo reduzido para dois dias, seria impossível continuar funcionando.

O que foi decidido sobre essa questão?

Esta possibilidade estava preocupando não só alguns emissores, mas também varejistas que não tem parcerias com grandes bancos; provavelmente, em vista da grande preocupação gerada na esfera comercial/econômica do país, o Banco Central afirmou que não haverá nenhuma mudança extrema ou unilateral, eventuais medidas que venham a ser implementadas serão gradativas, sem prejudicar a competição, que ajuda a mover este setor. O Nubank disse ainda que só poderá se manifestar sobre mudanças em seu funcionamento quando a medida for implementada, mas promete continuar prestando o serviço de qualidade que tem prestado. #Economia