A desaprovação do governo do presidente brasileiro Michel Temer afetou negativamente a #Economia do país que não se recupera de sua queda mais profunda em décadas, de acordo com uma pesquisa publicada pelo jornal Folha de São Paulo, no último domingo (11).

A pesquisa #Datafolha, realizada entre os dias 7 e 8 de dezembro, mostrou que 51% dos brasileiros avaliaram a administração de Temer como "ruim" ou "terrível", bem acima do índice registrado em julho que era de 31%.

Apenas 10% dos brasileiros avaliaram seu governo "bom" ou "excelente", enquanto 34% consideraram um governo "regular".

Temer assumiu a presidência do país após a queda da ex-presidente Dilma Rousseff, comprometendo-se em devolver para Brasil um crescimento econômico, cortando gastos e controlando o crescimento da dívida.

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Mas a economia mergulhou mais profundamente na recessão no terceiro trimestre, esmagando as esperanças do governo de que uma recuperação no sentimento corporativo e consumidor traria uma recuperação. Economistas do setor privado reduziram suas estimativas de crescimento de 2017, e escândalos políticos frescos pode estar colocando ainda mais em risco a confiança do país.

A pesquisa vem na esteira de uma onda de escândalos políticos que inclui acusações de tráfico de influência contra Temer e que culminou com a renúncia de um assessor presidencial chave. A pesquisa foi feita antes da imprensa informar que um dos executivos da Odebrecht SA disse que a empresa fez doações ilegais a políticos, incluindo Temer e os membros do seu partido PMDB. Michel Temer negou todas as acusações contra o seu governo.

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Ainda de acordo com a pesquisa, 41% dos brasileiros esperam que a economia se deteriore em um futuro previsível, 27% esperam que a economia permaneça estável e 28% preveem uma melhoria.

A pesquisa também mostrou 63% acreditam que Temer deve renunciar até 31 de dezembro, abrindo o caminho para novas eleições. 27% disseram que eram contra essa possibilidade.

A pesquisa ouviu 2.828 pessoas em 174 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. #Crise econômica