A taxa de #Desemprego no Brasil atingiu 11,9% no último trimestre, contando com 12,1 brasileiros sem trabalho. Este é o nível mais alto de desemprego desde 2012, quando o IGBE começou a registrar esses números.

Há um ano, o desemprego era de 9%, o que significava um aumento de 33,1%. Simplificando, tem mais de 3 milhões de brasileiros em busca de trabalho desde essa época no ano passado. A taxa subiu desde o último trimestre e terminou o mês de agosto em 11,8 %.

Na verdade, estes últimos números de desemprego poderiam ser muito piores. A taxa não inclui o aumento das pessoas que simplesmente pararam de procurar ativamente uma vaga de trabalho.

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Na verdade, aqueles considerados "fora da força de trabalho" também aumentaram cerca de 1,5% desde o ano passado, representando 967 mil trabalhadores.

Depois de 10 trimestres consecutivos de aumento do número de desemprego, pode parecer que a taxa está desacelerando. No entanto, isso poderia apenas resultar em uma diminuição das pessoas que procuram trabalho perto das férias escolares.

A taxa média de desemprego para 2016 ainda chega a um recorde de 11,2%. Os pesquisadores projetam uma média de 11,5% de desemprego, uma vez que incluem números dos últimos meses do ano. A taxa de desemprego média do ano passado foi de 8,5%.

O número de brasileiros trabalhando também diminuiu cerca de 2,1% em relação ao ano anterior. Os pesquisadores estimam que 90,2 milhões de brasileiros estarão trabalhando até o fechamento do ano de 2016, com uma queda estimada em 1,9 milhão a partir de 2015.

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A renda média permaneceu relativamente estável, girando em torno de 2.032 reais e um total em massa de 178,9 bilhões de reais, 2% abaixo de 2015.

Em comparação com os números do ano passado, certos grupos de trabalho permaneceram estáveis. Trabalhadores domésticos, como empregadas domésticas, babás, e trabalhadores em casa, na maior parte mantiveram seus trabalhos.

O emprego nos setores públicos, comerciais e dos transportes manteve-se estável, enquanto os trabalhadores de setores agrícolas e de construções perderam seus postos de trabalho. Os empregados não registrados e os empregadores aumentaram em número, enquanto os trabalhadores por conta própria e os funcionários registrados caíram.

Os pesquisadores do IBGE, esperam que os números aumentem ainda mais no primeiro trimestre de 2017. Devido à sazonalidade, muitos contratos temporários vão acabar e mais brasileiros vão retomar a busca de emprego novamente. Aqueles que gostariam de trabalhar, mas não estão procurando ativamente, chamados de "força de trabalho potencial" estão crescendo constantemente em números.

Enquanto isso, as projeções para a #Economia do Brasil, continuam péssimas para o próximo ano. Com um PIB encolhendo, dívida pública maciça e uma dúzia de estados no vermelho, as taxas de desemprego devem exceder a taxa de 12% em 2017. #Crise no Brasil