A taxa básica de juros da #Economia foi reduzida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom), na última quarta-feira, 30 de novembro. A segunda redução da #Selic fechou em 0,25 ponto percentual, saindo de 14% para 13,75% de #Juros ao ano.

Com isso, os juros no país alcançaram o menor nível desde junho do ano passado, quando estava definida em 13,25%. A decisão unânime ocorreu no momento em que dados sobre retração de 0,8% no Produto Interno Bruto (PIB) durante o terceiro trimestre de 2016.

A redução não foi surpresa para o mercado, uma vez que grande parte dos economistas já esperava resultado parecido.

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A expectativa anterior era de queda de até 0,50 ponto percentual, mas após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos a estimativa baixou para 0,25.

Em nota, o Banco Central do país afirmou que a política de flexibilização monetária pode se intensificar caso o cenário econômico não se recupere como esperado. Para o órgão, alguns indicadores apontam que, no curto prazo, a economia pode ter resultados aquém do previsto. E isso também afeta as projeções para o PIB este ano e em 2017.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) comentou a decisão informando que acredita ter sido a melhor escolha para o momento. Segundo a instituição, o panorama de maior estabilidade econômica e política foi determinante para a resolução do Copom. Contudo, a Federação ponderou que a decisão poderia ter sido tomada anteriormente e que a redução poderia ter sido maior.

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A Força Sindical também divulgou comunicado sobre o assunto. Para a organização, a redução ainda é insuficiente, já que a alta taxa de juros tem sido prejudicial para o consumo e os investimentos. A medida pode ser ineficiente para combater a inflação, uma vez que diversos setores da economia ainda não estão apresentando bom desempenho.

Apesar do corte, a taxa no Brasil permanece alta em comparação a outros países. Se por um lado a queda rápida pode causar questões inflacionárias, por outro a tentativa de evitar a alta dos preços provoca a diminuição da atividade econômica no país.

Outro setor que sente as mudanças na Selic é o de investimentos. O rendimento da poupança fica menos atraente para o investidor, mas outra aplicações podem ser indexadas à taxa e se valorizam com sua alta. Exemplo disso são os títulos do Tesouro Direto. A alta taxa de juros acaba impulsionando os brasileiros a buscar investimentos melhores que a poupança.