Em meio a tantos aumentos fica difícil acreditar em redução de qualquer pagamento, no momento atual. Mas isso vai ocorrer. O valor do DPVAT, o #Seguro obrigatório dos veículos, será reduzido em 2017, com o dedução podendo chegar a 37%. O percentual deverá alcançar todos os proprietários de veículos do país.

Para melhor entendimento, os proprietários que este ano pagaram o valor de seguro obrigatório do carro de passeio de R$ 101,10, no próximo ano ficará em torno de R$ 63,69, já com a redução definida pelo Governo Federal.

Com relação às outras categorias, os valores de 2017 sofrerão uma variação entre R$ 66,66 e R$ 246,23, conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (21).

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Susep

Outra novidade foi na resolução da Susep (Superintendência de Seguros Privados), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, que regula o DPVAT. Houve uma alteração quanto à distribuição dos recursos arrecadados em função do seguro obrigatório. Na verdade, a administração é realizada por um "consórcio de seguradoras nacionais", titulada como Seguradora Líder, que recebe um percentual de até 2% da receita pelo serviço prestado.

A redução se deu em decorrência de suspeitas apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que descobriu que os valores arrecadados estavam sendo desviados para outras finalidades. Além disso, a administração não apresentou eficiência, mas sugestão para que o custo ficasse ainda mais caro do que deveria.

Um levantamento do TCU apontou que em 2015 o valor arrecadado pelo DPVAT foi de R$ 8,6 bilhões, que são direcionados para os pagamentos de indenizações de acidentes de trânsito, além de repasses ao SUS e ao Denatran.

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Pela avaliação do TCU, o modelo atual da Susep está de forma clara estimulando a ineficiência da Seguradora Líder, uma vez que, o seu lucro é aumentado a partir do momento em que se eleva "as despesas de gestão do seguro".

Segundo informações do órgão de controle, do montante arrecadado no ano passado, R$ 4,3 bilhões foram destinados basicamente na "operacionalização do seguro", e outros R$ 3,4 bilhões foram direcionados ao pagamento das indenizações de vítimas de acidentes de trânsito.

O restante ficou reservado para o pagamento de eventuais correções do custo das indenizações de acidentes futuros. É exatamente esse valor retido que causou desconfianças ao TCU, ao revelar: "essa reserva deveria ser reavaliada". Afirmou ainda que "pode estar acima do necessário".

O ministro do TCU, Bruno Dantas, ao verificar as despesas da Seguradora Líder, observou que há em alguns dos pagamentos de indenizações efetuados valores exorbitantes, ou seja, pagamentos com valores acima do normal, dispêndios com advogados , além de acordos duvidosos "com entidades do setor", afirmou a reportagem do site "Noticiasaominuto". #Economia #Michel Temer