Infelizmente, haverá mais de 1 milhão de novos desempregados em 2017, mesmo passando por dois anos sofridos de crise. Segundo o setor de pesquisas estatísticas do Bradesco, alguma melhora só virá mesmo a partir do segundo semestre deste ano. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2016 o índice de #Desemprego atingiu 12,132 milhões de pessoas até novembro, e em 2017, esse numero deve aumentar para 13,7 milhões até o final do primeiro semestre. O desemprego terá queda significativa apenas no final de 2017 mesmo.

Algum otimismo virá das contratações com carteira assinada este ano, os chamados "empregos formais".

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Isso porque segundo o Ministério do Trabalho, serão criados cerca de 150 mil oportunidades de empregos neste ano e em 2018, serão mais 900 mil. Mas esses números ainda não se equiparam aos mais de 3 milhões de postos de trabalhos perdidos nos anos de 2015/2016. Comparando novembro de 2015 com o de 2016, houve uma queda de 116 mil oportunidades formais criadas para o período de festa de final de ano.

Ariana Zerbinatti, que é economista, afirma que este é o pior momento do mercado empregatício desde os anos 1990, e que na verdade, essa é a maior taxa de desemprego da história recente do Brasil. Infelizmente, até atingirmos o ano de 2018, as oportunidades de trabalho não voltarão ao que eram antes simplesmente porque a #Economia do Brasil não mudará até lá.

Renda desvalorizada em 2017

As poucas vagas de trabalho que ainda restam são muito disputadas e para quem não consegue recolocação, o desespero é avassalador.

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É o caso do Hugo Martins, de 23 anos, que trabalhava de carpinteiro nos obras do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele foi demitido no começo de 2016 até agora ainda não conseguiu recolocação no mercado de trabalho. Sua esposa tem que trabalhar e arcar com as contas de casa sozinha vendendo salgados na rua. Com renda de R$ 1.200 reais e um aluguel de R$ 700 reais, eles, incluindo a filha Manuela, apenas sobrevivem. A sorte dele é que uma hora ou outra aparece algum bico, e mesmo assim a mãe ajuda com a despesa do gás e algum alimento.

Com muita demanda e pouca oferta de trabalho, infelizmente, o trabalhador tem que sujeitar a salários muito abaixo do teto estabelecido, isso quando ele é contratado. Mesmo quando o mercado começar a reagir, a renda vai aumentar com passos de formiguinha por causa da inflação que o país enfrenta agora.

Resta agora ao trabalhador buscas novas fontes renda ou reter o que você já tem. Economizar é a palavra de ordem, porque, infelizmente, a criação de novos postos de trabalho no Brasil ainda estará muito incerto por causa da crise. #Oquefazer