Embora ainda muito dependente do comportamento inflacionário e da atividade econômica nos próximos meses, o Banco Central do Brasil (BC) indicou que planeja continuar a cortar agressivamente as taxas de juros de referência do país (#Selic). O Comitê de Política Monetária do CB (COPOM) surpreendeu os mercados na semana passada depois de decidir reduzir unanimemente a SELIC em 0,75 pontos percentuais.

"A decisão de intensificar a redução foi baseada nas evidências dos últimos meses que basicamente apontou que poderíamos sustentar não apenas 0,50 %, mas 0,75%", disse o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, a repórteres na quarta-feira (18), em uma conferência de imprensa em Davos, Suíça.

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Os economistas, no entanto, dizem que muita coisa pode acontecer na próxima reunião do Copom, que está agendada para 22 de fevereiro. A presidência de Donald Trump na sexta-feira é um "potencial ponto de inflamação", diz Edward Glossop, economista de mercados emergentes da Capital Economics.

"Em termos mais gerais, moedas de mercados emergentes (incluindo o Real) poderiam vir sob a pressão renovada", acrescenta Edward Glossop, afirmando que os planos de Trump poderiam levar alguns membros do Copom a intensificar a redução para menos agressivas sob as taxas de juros (SELIC).

No entanto, enquanto o mundo espera os planos do presidente eleito, Trump, o ministro brasileiro das Finanças, Henrique Meirelles, diz que a #Economia do país está se recuperando e a aceleração da redução da SELIC ajudará o país a crescer em 2017.

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"Com a menor taxa de juros, poderemos reduzir cada vez mais o custo do crédito tornando mais fácil e mais barato o consumo e o investimento", afirmou o ministro Meirelles durante entrevista à Agencia Brasil.

Em entrevista coletiva em Brasília, José Serra disse que espera que a postura protecionista econômica demonstrada pelo presidente americano Donald Trump durante a campanha não se materialize.

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, admitiu que o discurso protecionista do novo presidente dos Estados Unidos é um tanto preocupante. "Isso é uma preocupação, sim. Ele (Trump) discutiu muito esse tema, ele se expressou várias vezes sobre o assunto ", disse ele a repórteres depois de um evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).