A #Crise econômica no Brasil existe sim! Mas quem ficar se lamentando e não "se virar nos 30" perderá grandes #oportunidades em #2017.

Anderson Vianna, 30

O ator Anderson Vianna, que atuou recentemente em "Velho Chico" - TV Globo, recentemente foi manchete de notícias por estar trabalhando como faxineiro e também está estudando para se especializar. Ele estuda na USP e cursa artes. Mas para se manter, percebeu que precisaria se virar e começou a trabalhar onde identificou oportunidade: serviços de limpeza.

Ele utiliza as redes sociais para divulgar seus serviços de limpeza. Paraense, mora em São Paulo desde outubro. O ator é taxativo quando o assunto é vergonha de ser faxineiro: "temos que lidar com o ego".

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Ele lembra que lutou para chegar a TV, foi inclusive premiado no Festival de Cinema de Berlim. Entretanto mantém os pés no chão e sabe que para continuar sonhando "precisa se alimentar". Ele relembra também que já fez papéis de carteiro, feirante e jornalista. Atuar na vida real como faxineiro, está sendo mais um papel desafiador.

O site de notícias UOL também entrevistou outros dois anônimos que se "viraram nos 30" para superar a crise. Leia e inspire-se:

Karla Costa, 24

A jovem, que morava em Santos, trabalhava na área comercial de uma escola de gastronomia. Após seu casamento, em fevereiro 2016 mudou-se para a capital e, desde a mudança, buscava recolocação em sua área. Dada a crise, ou o salário era baixo ou a quantidade de candidatos alta. Migrou para o telemarketing.

Mas a grande "sacada" veio quando um amigo perguntou (quase afirmando) a ela : Você gosta de cozinhar? Ela, que sempre gostou da arte e sempre teve seus pratos elogiados por família e amigos, disse que sim e logo o amigo sugeriu a ela cozinhar nas casas das pessoas.

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"E deu supercerto!", afirma. Hoje, exceto aos domingos a jovem cozinha em casas de família cobrando entre R$150 a R$180 a diária de cozinheira de acordo com a distância do destino.

Quando perguntada qual é sua profissão, ela não hesita: cozinheira, apesar de amigos sugerirem que ela se denomine "chef".

Fernanda Summa, 40

A ex-funcionária da LG conta que já atuou no mercado corporativo há 20 anos, os últimos 10 na companhia de eletrônicos como Gerente de Marketing. Mas a crise fez mais uma vítima. Fernanda se viu desempregada."Foi um choque". Fernanda tinha umas reservas financeiras, mas ficou com medo do futuro.

Certo dia uma amiga a adicionou na Dots, uma rede de compartilhamento de talentos e Fernanda começou a ler histórias iguais a sua. Associada a isso, ela queria se alimentar melhor. Foi quando pensou em montar um pequeno negócio de alimento orgânico, com divulgação no Whatsapp. "Eu orgânico" conecta produtores e consumidores de produtos orgânicos e é um sucesso.

Ela finaliza: "Às vezes, a crise vem para melhorar as coisas".