Os donos de concessionárias acreditam que as vendas de veículos 0 km deverão ser um pouco melhores em #2017, com aumento de 2,43%. E contam com crescimento de 1% do PIB, neste ano, para aumentar as vendas. De acordo com Paulo Roberto Garbossa, especialista do setor automotivo, existe a expectativa de que os juros irão baixar e que os bancos ampliem a concessão de crédito. Além disso, a inflação deverá ser mais baixa em 2017. “Tudo isso gera uma confiança maior por parte do consumidor, independentemente da crise política pela qual passa o #Brasil”, afirmou o especialista.

Fatores positivos

O comentarista de economia da Globo News, João Borges, também acredita que os juros vão baixar.

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“Existe a expectativa de que a taxa Selic seja reduzida a cada reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central”, afirmou. “Na verdade, só teremos uma boa recuperação na economia se houver uma redução significativa na taxa de juros, o que deverá acontecer com o passar dos meses”, disse Borges. “Dessa forma, quem esperar mais um pouco terá condições de obter um financiamento mais favorável.”

A venda de carros novos caiu 20,1% em 2016, com relação ao ano anterior. É o quarto ano seguido em que o setor registra crescimento negativo. O número de carros emplacados é o pior desde 2006. Uma das causas dessa queda foi a restrição ao crédito, por parte dos bancos. Segundo a Fenabrave (Federação Nacional de Distribuidores de Veículos Automotores), a cada 10 consumidores que foram a uma concessionária, apenas três tiveram o crédito aprovado.

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Demanda

“Isso significa que, pelo menos, existe alguma demanda, o que não existe é crédito para as pessoas comprarem. E quem tem dinheiro, por medo de perder o emprego ou por alguma outra razão, vai adiando a compra”, disse Borges. A redução do crédito por parte dos bancos acontece por conta do medo das instituições de levar calote dos compradores, devido a aspectos como redução da renda do trabalhador, desemprego e alta da inflação. “Tudo isso atrapalha as vendas, pois os veículos são bens de alto valor que, muitas vezes, dependem da concessão de crédito e de prazo”, afirmou Orlando Choddin Neto, gerente comercial de uma concessionária de São Paulo. #Automóvel