O governo de São Paulo anunciou que o estado fechou o ano de 2016 com superávit primário de R$ 1,5 bilhão, contrastando com outras unidades da federação, especialmente RJ, MG e RS, que têm enfrentado dificuldades para realizar o pagamento de funcionários, fornecedores, e manter os serviços essenciais em funcionamento.

De acordo com o governo paulista, em 2016 o estado registrou forte queda de arrecadação, com queda real de 8,4% na arrecadação de ICMS e de 6,4% no IPVA. Apesar disso, segundo o governo, conseguiu-se ter equilíbrio orçamentário e continuidade de obras devido à forte austeridade fiscal adotada pelo Estado diante da crise e pela realização de reformas estruturais, como a previdenciária, que criou o fundo de previdência complementar do estado por meio da lei estadual 14.653 / 2011, devendo reduzir o déficit previdenciário de #São Paulo no longo prazo.

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Além disso, o estado informa que extinguiu diversos órgãos e/ou estatais, como a SUTACO, CPTUR, Ceret e Cepam, e eliminou 3.723 cargos vagos.

O resultado obtido por SP destoa do observado em outras unidades da federação, notadamente RJ, MG e RS, que declararam calamidade pública e vem tendo grandes dificuldades para honrar compromissos, como o pagamento de salários, fornecedores, e manutenção de serviços em geral. Tais estados têm procurado costurar um acordo com o governo federal a fim de buscarem o equilíbrio orçamentário. O governo central, por sua vez, exige dos estados uma série de contrapartidas para se efetivar a ajuda, como limite para o crescimento dos gastos por alguns anos, privatização de empresas estatais, dentre outras ações que enfrentam forte resistência política nos parlamentos estaduais.

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O equilíbrio orçamentário obtido por São Paulo fortalece a pré-candidatura do governador do estado, Geraldo Alckmin, à presidência da República, pois tem defendido a realização de prévias pelo PSDB a fim escolher o candidato do partido à presidência em 2018. Além do governador, também concorrem pelo partido os candidatos José Serra e Aécio Neves. #governo de São Paulo #Geraldo Alckmin