Foi um ano surpreendentemente grande para os investidores corajosos o suficiente para colocar dinheiro em ações brasileiras, apesar de o país ter passado de 2016 batendo a pior recessão em um século e abalado pela instabilidade política.

Paradoxalmente, o ano de crise econômica, impeachment presidencial e escândalos intermináveis ​​de corrupção na maior #Economia da América Latina também foi um ano de 'boom' para a Bolsa de Valores de São Paulo.

O índice Ibovespa ganhou 38,9% no ano, seu primeiro ano no azul desde 2012.

Isso aconteceu apesar da turbulência política causada pelo processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, um escândalo de corrupção maciça na Petrobras, economia encolhendo cerca de 3,49%, seu segundo ano de profunda recessão.

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O mercado pode ter obtido um impulso de confiança a partir da resolução do drama de impeachment prolongado, que terminou com a instalação de #Michel Temer no poder em agosto deste ano.

As ações da Petrobras ganharam 121,9% nesse ano. As ações da Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, aumentaram cerca de 129% e as ações da produtora de aço Gerdau subiram 189,2%.

"O mercado de ações e o real brasileiro decolaram em 2016 em comparação com outros mercados mundiais. Eu não acho que isso tem a ver com questões domésticas como a crise política ou impeachment. Isso teve um papel, mas é realmente sobre os preços das commodities, especialmente o petróleo ", disse André Perfeito, economista-chefe da consultoria Gradual Investimentos.

Isso fez com que fosse a moeda com melhor desempenho em relação ao dólar em uma cesta mundial seguida pela Gradual Investimentos.

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Mas a empresa alertou que a tendência poderia ser revertida em 2017.

"A projeção média para o final de 2017 é de 3,50 reais para o dólar no relatório Focus do Banco Central. E o consenso entre os analistas internacionais é que a chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deveria traduzir-se em um dólar mais forte devido à reação da reserva federal as suas ambições fiscais", disse a consultoria.

Mercados podem ter respirado um suspiro de alívio quando Temer assumiu logo após o impeachment de Dilma Rousseff, terminando meses de instabilidade. Temer rapidamente lançou a austeridade como uma das reformas destinadas a recuperar a economia problemática nos trilhos.

Mas seu próprio governo foi rapidamente apanhado no escândalo da Petrobras, que derrubou vários ministros acusados ​​de terem participado na corrupção multimilionária da companhia estatal de petróleo. A investigação em curso parece constituir uma ameaça crescente para Temer.

"Há um certo otimismo com o novo governo.

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Mas as reformas ainda estão em uma fase muito precoce e a questão política ainda é muito delicada por causa da Operação Lava Jato", afirmou André Perfeito.

O #Brasil parece pronto para finalmente sair da recessão em 2017. Mas ainda é um longo caminho do 'boom' dos mercados emergentes da década de 2000, quando investimentos foram realizados graças a um "super-ciclo de commodities" que alimentou o crescimento vertiginoso.

O governo prevê que a economia cresça 0,8% em 2017. Economistas estão prevendo um crescimento de apenas 0,5%, de acordo com a última pesquisa do banco central.