Decisões políticas equivocadas, escândalos de corrupção, momento econômico mundial e uma série de outros fatores corroboraram para que o ano de 2016 tenha sido de grande dificuldade para todos os brasileiros. Com o país mergulhado em uma das piores recessões de sua história e o fantasma do desemprego assombrando o mercado, as famílias foram obrigadas a apertar o cinto fazendo com que o consumo fosse drasticamente reduzido; com isso, nossa economia caminhou a passos lentos, e as consequências, vimos todos os dias ao abrir os jornais ou simplesmente indo à padaria da esquina: alta de preços, diminuição na oferta de postos de trabalho, etc.

Neste artigo, iremos analisar o desempenho dos #investimentos em 2016.

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Investimentos de Renda Fixa – Classificam-se neste grupo, os investimentos em que o poupador sabe, no momento da aplicação, qual será o retorno ao fim do período. Este tipo de aplicação pode ser público (títulos emitidos pelo governo) ou privado (títulos emitidos pelas empresas) e sua rentabilidade pode ser pré ou pós-fixada.

Títulos pré-fixados - Sabe-se, no momento da contratação, a taxa de retorno por período, do valor investido. Como exemplo deste tipo de investimento podemos citar a Letra do Tesouro Nacional (LTN) em que as taxas de retorno são definidas no momento de aquisição do título;

Títulos pós-fixados - Ocorre o inverso, já que as taxas de rentabilidade só são conhecidas ao final do período investido por estarem vinculadas a algum indexador econômico. O investidor sabe no momento da aquisição qual índice irá regular seus ganhos, mas dependerá da taxa vigente na data do resgate para saber qual será o retorno.

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Como exemplo podemos citar as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), com rentabilidade definida pela taxa SELIC vigente no mês de resgate. Há ainda outros tipos de #Aplicações,tais quais: Cadernetas de Poupança, Debêntures, Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Títulos Públicos;

Investimentos de renda variável - São investimentos em que os ganhos (ou perdas) do investidor estão diretamente ligados ao desempenho do mercado, bem como suas oscilações. Este tipo de investimento é, em geral, direcionado àqueles investidores de perfil moderado ou arrojado, investindo um valor ao qual não precise recorrer em casos de imprevistos, e que tenha paciência para lidar com as oscilações diárias do mercado. Apesar da rentabilidade, de modo geral ser maior, o risco neste tipo de aplicação é muito mais elevado do que nas aplicações de renda fixa. O maior exemplo de investimento de renda variável é a negociação de ações na bolsa de valores.

Os títulos de renda fixa são os mais procurados pelos investidores, por terem maior garantia de retorno, possibilidade de iniciar o investimento com capital menor do que nos de renda variável, etc.

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Este tipo de investimento encerrou 2016 com boa margem de rentabilidade em comparativo com o ano anterior. Para ilustrar tal informação, temos dados do site Valor Econômico que mostram que carteiras com aplicações corrigidas pelo IPCA+Juros tiveram aumento de aproximadamente 24,8% no período, e aplicações com valores pré-fixados subiram 23,3%. A Poupança encerrou o ano com alta de 8,3%, um pouco maior do que a inflação medida pelo IPCA que foi de 6,4%.

Já nos investimentos de renda variável, temos um dado surpreendente: a Bolsa de Valores encerra 2016 como o melhor investimento do ano com alta de 38,9% (ainda segundo dados do Valor), sendo que alguns indicadores conseguiram altas ainda maiores, como o IDIV (Índice de Dividendos da Bolsa), que obteve alta de 60% no período. Já o ouro não foi bem, com queda de 12,3%. Os investimentos na compra de moeda estrangeira também fecharam o ano em baixa. O Dólar, por exemplo, caiu 17,9% e o Euro 21%. #Economia