Os #Juros do cartão de crédito, além de ser os mais altos do mercado, atingiu o valor mais alto da história: 486,6% ao ano. O índice foi atingido em dezembro de 2016 e foi informado pelo Banco Central nesta quinta-feira (26).

Especialistas recomendam que tanto a modalidade de crédito do cartão rotativo quanto cheque especial sejam utilizados somente em momentos de emergência e durante um curto prazo de tempo, já que o custo é extremamente elevado.

Os juros médios do cheque especial cobrados pelos bancos em operações de pessoas físicas caíram em dezembro de 2016 de 330,6% para 328,6% ao ano. Já para o cartão de crédito, o governo anunciou que pretende adotar medidas para diminuir os juros ainda no primeiro trimestre de 2017.

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Restrição ao uso do rotativo

Nesta quinta-feira (26), foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) a norma que restringe o prazo do crédito rotativo do cartão de crédito. Isso significa que o crédito rotativo somente poderá ser utilizado até o vencimento da fatura seguinte, ou seja, dentro de 30 dias.

No momento do vencimento da próxima fatura, caso o cliente não tenha realizado o pagamento integral da fatura anterior, o restante deverá ser totalmente quitado ou parcelado.

Segundo o Banco Central, essa nova medida visa tornar o uso do cartão de crédito mais barato e eficiente e a expectativa é que com isso os juros do cartão de crédito sejam reduzidos. O prazo para as instituições financeiras fazerem as mudanças e se adaptarem à nova norma é até o dia 3 de abril, podendo adotá-la antes dessa data.

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Economistas recomendam que caso a modalidade de crédito do cartão rotativo precise ser usada em um momento de emergência, o cliente opte por pagar toda a fatura no vencimento, para dessa forma evitar o saldo devedor e, consequentemente, os juros elevados.

O diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso, afirmou que "nenhuma instituição quer levar o cliente para a inadimplência. É ruim para ela”. Por esse motivo, ele acredita que as operadoras de cartões oferecerão a opção de parcelamento da fatura, apesar disso não ser exigido pelo Banco Central.

Caso uma instituição financeira não ofereça o parcelamento da fatura, o cliente deverá procurar outra solução para que possa quitar a sua dívida e não ficar inadimplente. #Economia #Governo