Após a noticia de que uma grande empresa do setor offshore está contratando em várias funções, 2017 iniciou bem movimentado no setor. Na semana passada, a Petrobras lançou um edital convocando empresas estrangeiras para a obra da Comperj, o que deixou o cidadão carioca bem agitado e ansioso. Mas agora isso chegou ao fim, depois que a BR divulgou todos os parâmetros e diretrizes da retomada deste empreendimento nesta semana.

Em entrevista ao Globo, o presidente do sindicato dos metalúrgicos Edson Santos, que por sua vez também é diretor da CNMCUT, diz que no Polo Petroquímico de Itaboraí a Comper, vai gerar mais de 23 mil vagas de empregos, sendo que 14.000 serão para o segundo semestre do ano de 2018.

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Edson reforça que no começo do ano que vem haverá vagas para início imediato na petroquímica, com cerca de 9000 vagas somente no primeiro semestre.

José Veloso, que também foi entrevistado pela Globo e é responsável pela Abimaq, diz que o setor de maquinário e equipamentos gerará cerca de 18.300 vagas de emprego nesse seguimento. Edson acabou concordando com estes cálculos, após averiguar as estatísticas e projeções do mercado para os meses seguintes. Lembrando que 5.200 destas vagas, serão na áreas de produção de matéria prima e 10.800 para as atividades operacionais.

Mas na verdade algo nesse projeto vem deixando tanto Edson quanto Velloso preocupados. Acontece que os municípios que compõem esse consórcio (Conleste), não têm leis que priorizem a mão de obra destas localidades, com exceção de Itaboraí, que tem uma lei municipal que obriga a Comperj contratar 70% da mão de obra local.

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Para quem não sabe, a Conlest é uma diretriz criada entre os municípios do entorno da petroquímica, que movimenta a #Economia da região e tem como presidente Helil Cardozo. Edson disse na entrevista que está esperançoso que Cardozo direcione de uma vez esse projeto para outros municípios, afim de priorizar a mão de obra do Norte Fluminense e Lagos.

Sadinoel Souza, que foi eleito no ano passado prefeito de Itaboraí, diz respirar aliviado agora, simplesmente porque as contas não estavam fechando por conta crise. Ele ainda exclama que com esse projeto, 5000 oportunidades diretas serão abertas nesta localização. Apesar de faltarem ainda 5 meses para o prazo da licitação expirar, para se saber de uma vez por todas qual das 30 empresas estrangeiras tocará o projeto. Os efeitos reais da obra serão sentidos em janeiro de 2018. Lembrando que também haverá obras dos gasodutos que conectarão a região litorânea até a Comperj, que por sua vez se interligará a refinaria de Duque de Caxias(Reduc). Essas obras têm prazo estimado de 2 anos e meio e terão um custo de em torno de 2 bilhões de reais. #Política