O Brasil entra em 2017 com mais de 11 milhões de desempregados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na visão de muitos, o país entra no novo ano com o pé esquerdo, e assim deve terminar. Mas, para quem souber aproveitar a situação, isso pode ser visto como algo bom. Com o poder de compra do brasileiro consideravelmente diminuído, vender imoveis esta cada vez mais difícil.

Ou seja, as imobiliárias serão obrigadas a baixar os preços dos imóveis, se quiserem vender alguma coisa. O que pode ser muito proveitoso se você pretende comprar um imóvel esse ano. Esperar o andamento dos próximos meses pode fazer muitos economizarem alguns milhares de reais.

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As previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) giram em torno de 0.5% na visão do mercado, mas, para alguns economistas, fica em torno de 1.5%. Porém, o PIB per capita (que é a distribuição de renda entre a população) deve cair, visto que o PIB não acompanha o crescimento populacional anual. A situação brasileira não é agradável, nem há perspectivas de melhorias tão cedo, pois, até mesmo os cortes de gastos que o governo Temer fez podem ser insuficientes para mudar o cenário da dívida pública.

No melhor dos cenários, o Brasil fecha 2017 gastando 140 bilhões a mais do que arrecada, 30 bilhões a menos que no ano anterior. Mas, ainda sim, há possibilidades do país fechar o ano gastando tanto quanto o ano anterior, ou até mais, mediante o andamento das decisões que #Michel Temer pode tomar.

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Desenhar um cenário econômico melhor para o Brasil é uma tarefa cada vez mais difícil. Pois, os meios que poderiam agilizar o processo de recuperação da economia, tais como a privatização das estatais, nem mesmo parecem ser cogitados pelo atual governo.

O país deve se recuperar nos próximos anos, mesmo que lentamente ou quase "engatinhando". Mas, assim, como os empregos são os últimos a serem afetados em uma crise, também são os últimos a se recuperarem. Adolfo Sachisida faz parte dos economistas que desde 2013 tentavam alertar a população e as autoridades sobre a crise que estouraria em 2015, e com muita rasão, mas, "falava para cegos, que tampavam seus ouvidos".

E como ressalta o próprio Adolfo, "agora é esperar, e torcer para que os reajustes fiscais deem conta do recado e que a economia se recupere". #Desemprego #Crise econômica