Preso em um enorme escândalo internacional de corrupção, o governo do Peru anunciou que estava cancelando um projeto de gasoduto de US$ 7 bilhões liderado pela construtora brasileira Odebrecht. O governo peruano também disse que a empresa brasileira teria que encerrar todas as suas operações no país e sair. "Eles vão ter que vender seus projetos. Eles têm que ir, acabou ", disse o presidente Pedro Pablo Kuczynski em entrevista a uma estação de rádio local na terça-feira (24).

No final de 2016, o governo peruano já havia anunciado que a empresa brasileira não seria capaz de participar de novos contratos por causa de seu envolvimento em "atos de corrupção".

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Durante o fim de semana, as autoridades peruanas prenderam um funcionário do governo em conexão com declarações feitas pela #Odebrecht, onde a empresa admitiu que pagou mais de US$ 7 milhões em subornos, em 2009, para ganhar o contrato do Metro de Lima.

A Odebrecht também admitiu ter pago um total de aproximadamente US$ 29 milhões em subornos a funcionários e executivos peruanos entre 2005 e 2014, para contratos de obras públicas. No início de janeiro, a empresa concordou em pagar ao governo peruano US$ 8,9 milhões em reparação.

Em nota de imprensa, a Odebrecht disse que estava trabalhando com autoridades peruanas para resolver os problemas e pagar reparações ao governo peruano. "A empresa está fazendo todo o possível para expor e esclarecer em detalhes todos os fatos para que a justiça chegue a todos os envolvidos, permitindo também o pagamento de uma justa reparação ao Estado peruano", leu a Odebrecht em declaração.

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A construtora brasileira também disse que estava buscando alternativas para que os projetos em andamento continuem.

O governo do Panamá também havia divulgado no dia 27 de dezembro de 2016, que o conglomerado brasileiro da Odebrecht teria que compensar o país pelos danos causados ​​e que "tomaria as medidas necessárias para proibir o Grupo Odebrecht de obter qualquer contrato em futuros processos de licitação pública". #Economia