A cadeia de lojas de departamentos Macy’s anunciou nessa última quarta-feira (04) que fechará 68 lojas e demitirá 6.200 nos #Estados Unidos. Nos últimos meses, as vendas têm sido abaixo das metas e nesse fim de ano caíram 2,1 % em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com perdas nas vendas para as lojas on-line, a gigante varejista tomou a decisão de corte de gastos e redução de funcionários. O presidente da empresa, Terry Lundgren, em comunicado à imprensa, disse: “Nós continuamos tendo queda na frequência em nossas lojas, onde a maioria dos nossos negócios ainda é realizada”.

Sobre o fechamento de diversas lojas novas e também algumas históricas, como a do centro de Minneapolis, inaugurada em 1902 e com 208 empregados, Terry afirma: “Improdutivas ou não, são mais destinos robustos de compras devido à mudança no panorama de comércio local.

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Essas nunca são decisões fáceis”, lamenta o presidente da varejista.

Foram anunciados cortes também em diversas etapas de gerenciamento em sua central de operações, e cortes nos postos administrativos da rede também estão nos planos da empresa.

Estratégia de mercado

Em agosto passado, quando já havia anunciado que fecharia algumas lojas, 100 no total, a Macy’s tinha projetado uma estratégia para alavancar sua receita anual, que constituía em melhorar o setor de compras on-line e atrair grifes para o catálogo das lojas. Porém, essas estratégias não surtiram o efeito esperado e as vendas continuaram em queda nos últimos meses, e em feriados com grande volume de venda, como a Black Friday e Natal.

A redução em sua expectativa de lucro foi apresentada após resultados negativos das vendas. O intervalo de lucro ficou projetado entre US$ 2,95 a US$ 3,10, antes disso a projeção de lucro estava no intervalo entre US$ 3,15 à US$ 3,40.

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A perspectiva de queda nas vendas está em 2,5% a 3%.

A rede é famosa por realizar a tradicional Parada do Dia de Ação de Graças em Nova York desde 1924, onde sua loja ocupa um quarteirão todo, a Macy's Herald Square, sendo considerada, por muito tempo, a maior loja de departamentos do mundo. #Varejo #Crise