A empresa chinesa Didi Chuxing anunciou nesta semana um investimento de mais de 100 milhões de dólares no aplicativo móvel brasileiro 99Taxis. O #Aplicativo de táxi opera em 350 cidades em todo o país e é considerado o maior do transporte urbano do Brasil.

A Didi comprou os direitos de Uber na China no ano passado e relata que possui cerca de 400 milhões de usuários em mais de 400 cidades. Desta vez, a companhia chegou ao Brasil para competir com a #UBER. O montante exato do investimento da empresa não foi tornado público.

De acordo com seus termos de investimento, a Didi terá um assento na placa executiva da 99. Em troca, a empresa chinesa irá fornecer "orientação estratégica e apoio".

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A 99Taxis planeja usar o investimento para expandir seu alcance no Brasil e na América Latina, potencialmente duplicando sua base de usuários neste ano. Antes de seu investimento mais recente, o aplicativo brasileiro de táxi acumulou cerca de 25 milhões de dólares de investidores como Qualcomm Global, Tiger Global Management, Qualcomm Venture e StartCaps Ventures.

Três geeks de internet criaram o aplicativo 99Taxis em 2012. No ano passado, a preferência pelo aplicativo dobrou para 26% em São Paulo, a cidade com mais usuários. Uber seguiu atrás com 24% de preferência.

A Uber, por outro lado, passou por uma turbulenta relação com as cidades brasileiras. O alvo dos protestos dos motoristas de táxi em São Paulo causou uma proibição do aplicativo, mas o mesmo foi liberado subsequentemente após uma petição popular.

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Enquanto isso, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, proibiu a Uber completamente, em novembro passado.

Motoristas brasileiros também processaram o aplicativo por conta dos direitos trabalhistas. No entanto, o Brasil continua sendo um dos maiores mercados da Uber.

Ao contrário da concorrente, que conecta condutores e passageiros, a 99Taxis só alista motoristas de táxi oficiais. Ambos oferecem preços competitivos. A 99, por exemplo, ofereceu um desconto de 20% para todos os passeios encomendados através do aplicativo em um período de quatro meses no ano passado. Enquanto isso, a Uber reduziu suas tarifas em 15% em São Paulo.

No entanto, o decreto do ex-prefeito Fernando Haddad legalizando a Uber também abriu a concorrência para outros aplicativos semelhantes. A concorrência se aquece com a presença do espanhol Cabify, que já começou a recrutar motoristas e passageiros na cidade.

De acordo com o instituto de pesquisas Datafolha, mais da metade dos moradores de São Paulo está ciente desses serviços de passeio, um aumento de quase 2/3 em relação ao ano anterior. Parece que o mercado brasileiro de aplicativos de compartilhamento de táxis ficará ainda maior. #Economia