Neste domingo (12), ativistas sindicais, entre outros, realizaram o 1º Encontro Nacional dos Petroleiros (Enapetro), no Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista. É um evento no âmbito da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Conforme foi noticiado anteriormente, as lideranças de petroleiros, após assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016, prometem intensificar a luta contra as vendas de ativos da #Petrobras.

O dirigente do Sindipetro-LP Adaelson Costa disse que o 1º Enapetro serviu para unir as entidades de trabalhadores petroleiros em prol da defesa dos interesses estratégicos do Brasil e os direitos dos trabalhadores. "Nós agora temos que estar de mãos dadas, não só para defender os ativos da #Petrobras e dos direitos dos trabalhadores, mas defender a soberania deste país", afirmou e sublinhou que a soberania do Brasil está sendo atacada.

Disse que a venda de ativos da Petrobras compromete o país muito mais do que os casos de corrupção na petrolífera, revelados pela Operação Lava Jato. Ele não deu números, mas prometeu (em breve) a distribuição de material esclarecedor sobre o tema.

Ele avalia que a linha de ação do atual Governo Federal, se não contida, acabará por deixar o país nas mãos da iniciativa privada em setores de grande repercussão social, como a Previdência Social, a saúde e a educação. "Está na hora e atuarmos como uma família que quer um futuro digno para seus filhos e seus netos". Sublinhou que uma família, não obstante as divergências, se une contra a tentativa de um assalto à residência. Assim, ele acredita que deva ser o movimento em defesa da soberania do país, unidade.

Sobre a Reforma da Previdência, Daniel Romero, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Socioeconômicos (Ibeps), disse que colocar a idade mínima de 65 para o trabalhador se aposentar, bem como a mudança de cálculo, estabelece uma armadilha. Ou seja, um trabalhador para conseguir se aposentar terá que trabalhar 49 anos. Só conseguirá conquistar tal aposentadoria, o trabalhador que começar a trabalhar com 16 anos de idade. Segundo ele, isto é um desserviço para o sistema educacional, pois o estudante abandonará muito cedo a escola para ir trabalhar.

Ele discorda de que Previdência esteja em déficit, conforme defendem fontes governamentais, entre outros. Romero enfatizou que a Previdência é superavitária e que o governo “manipula de forma grosseira os dados sobre a Previdência Social”.

Explicou que a Seguridade Social é o instrumento do qual a Previdência faz parte, tendo uma série de fontes de financiamento. “No momento de divulgar os dados da Previdência Social, o governo retira essas fontes de financiamento, como é o caso da CSLL, PIS/PASEP e COFINS. Assim, o governo afirma que existe um rombo na Previdência”.

O vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) Fernando Siqueira defendeu a integridade da Petrobras enquanto empresa estatal, sobretudo no que tange à exploração do pré-sal, descoberto por ela. Defendeu que a estatal é estratégica para o país no desenvolvimento de tecnologia, formação de técnicos, alto grau de empregabilidade. Por seu turno, as empresas estrangeiras "trazem de fora o trabalho, o projeto e os equipamentos. Por isso, se uma multinacional explorar o nosso petróleo, o Brasil vai perder muito".

O encontro discutiu diversos outros temas, entre eles, possíveis ações judiciais para impedir a perda de ativos pela Petrobras, a previdência privada dos petroleiros, o Plano Petros. #Economia