O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, informou, na sexta-feira (17), que para este mês o #Banco Central estima um déficit em conta corrente de US$ 1,3 bilhão. No mês de janeiro, o déficit ficou em torno de US$ 5 bilhões.

Em janeiro de 2016, o déficit foi de US$ 4,8 bilhões. Isso representa, infelizmente, um crescimento deficitário das transações correntes. Segundo Maciel, o cenário traçado para todo o ano de 2017 é de US$ 28 bilhões.

Como alívio, o saldo da balança comercial no mês de janeiro foi de US$ 2,504 bilhões. A exportação também apresentou um ganho importante, com destaque para os produtos metálicos e açúcar.

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Além disso, as importações, mesmo com o ambiente de recessão, subiram em janeiro. Comparando com o ano de 2016, em que o saldo foi de US$ 10,488 bilhões, neste ano de 2017 em janeiro, o saldo ficou em US$ 12,357 bilhões, uma variação positiva.

Gastos com viagens externas

Além disso, mais brasileiros têm optado pelas viagens para o exterior devido ao real estar valendo mais e um leve aumento da confiança dos consumidores, conforme avaliação de Túlio Maciel. Com esse cenário, em comparação com o ano de 2016, o déficit em viagens no mês de janeiro saltou 381%. Para fevereiro, alguns dados indicam que o saldo negativo aumentará em 95% em comparação com 2016.

No que diz respeito ao câmbio, a valorização do real chama atenção. Em janeiro de 2016, o dólar esteve em R$ 4,05, e caiu para R$ 3,20 em 2017.

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O que faz com os custos com viagens para o exterior fiquem em torno de 20% mais baratos. Segundo Maciel, os indicadores mostram um sentimento mais otimista com o futuro. O que impulsiona os gastos com viagens.

Lucros e dividendos das multinacionais

Ainda segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, a saída de lucros de companhias multinacionais totalizou US$ 469 milhões no mês de fevereiro. Considerando o mesmo período, os desembolsos com o pagamento de dívidas em moedas estrangeiras chegaram a US$ 389 milhões. Maciel chama a atenção para a elevação da saída de lucros e dividendos, o que aumentou em 177%, comparando com o mesmo período de 2016.

Maciel aponta que, além do lucro, outro aspecto que determina o momento que as companhias multinacionais destinam valores ao exterior é a taxa de câmbio, podendo haver custo maior ou menor para essa remessa.

Outros dados do Banco Central mostram ingresso no Brasil de US$ 867 milhões vindos de investidores estrangeiros para a aquisição de ações na primeira quinzena de fevereiro, o que reflete uma boa performance da Bolsa de Valores de São Paulo. #balança comercial #déficit financeiro