O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manhã desta terça-feira (31) os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O órgão registrou taxa de #Desemprego de 11,5%, o que representa quase 12 milhões de brasileiros desempregados. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a média de desemprego mundial é de 5,5%, e a estimativa é de que o desemprego no Brasil siga aumentando ao longo de 2017.

O índice registrado pela Pnad no ano passado mostra aumento de 37%, em relação ao mesmo período de 2015, quando a taxa média de desocupação da população ficou em 8,5%.

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A população desocupada passou de 8,6 milhões, na média de 2015, para 11,8 milhões, em 2016. Trata-se da maior taxa da série, que teve início em 2012.

Já a população ocupada caiu de 92,1 milhões de pessoas para 90,4 milhões. Houve queda de 3,9% no total de empregados com carteira assinada no setor privado, e a renda média real dos trabalhadores brasileiros recuou 2,3%, passando de R$ 2.076 em 2015 para R$ 2.029 em 2016.

Segundo o IBGE, as atividades que tiveram maior retração no último trimestre do ano, em relação ao trimestre anterior, foram administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços gerais, registrando queda de 1,3%: ou seja, um contingente de 199 mil pessoas deixou de atuar nessas áreas no período analisado. Por outro lado, os segmentos com maior aumento de postos de trabalho foram comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas – com crescimento de 3,3%, ou seja, 559 mil pessoas –, além de transporte, armazenamento e correio (mais 2,5%, ou 110 mil pessoas) e alojamento e alimentação (mais 3,1%, ou 145 mil brasileiros).

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Os trabalhadores da indústria em geral foram os que mais tiveram queda em seu rendimento médio real: de 3,9% na comparação do último trimestre de 2016 com o trimestre anterior, e de 4,6%, de outubro a dezembro de 2016 em relação ao mesmo período de 2015.

Conheça algumas dicas de como superar esse momento de crise. #Crise econômica #Crise no Brasil