Segundo um estudo do Credit Suisse, banco suíço de investimentos, sediado em Zurique, considerando o período 2015- 2018, não havendo elevação na arrecadação de impostos, o rombo nas contas públicas no Brasil perderá apenas para a Venezuela. Isso mostra um contexto de rombo nas contas públicas brasileiras.

Conforme o Credit Suisse, mesmo adotando medidas como limitar o teto dos gastos do governo e havendo a aprovação da reforma da Previdência, elas não se mostrariam suficientes para contornar esse cenário pessimista.

Segundo cálculos do banco, entre 2015 e 2018, se não houver aumento de receita pública, o déficit nominal do Brasil, que se dá com a diferença entre receitas e despesas, será de 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Já no caso da Venezuela, esse número é de 24,7% do PIB, também no mesmo período, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional, o FMI.

Fazendo um comparativo, infelizmente, países que se viram à beira do caos, economicamente falando, como Grécia, Espanha e Portugal, parecem que não tinham um déficit fiscal tão significativo quanto o do brasileiro.

Mesmo considerando uma saída da recessão do Brasil em 2017, com a trajetória de gastos estimados pelo Credit Suisse, numa relação entre dívida bruta e PIB, a dívida pública poderá chegar em 91% em 2020 e em 99% do PIB em 2024. Um cenário alarmante.

Medidas para conter o desequilíbrio

Muito se discute a respeito de medidas urgentes que precisam ser tomadas. Estima-se que a dívida pública deixaria de crescer apenas na metade da próxima década, caso haja sucesso em iniciativas como aprovação da reforma da Previdência e na limitação dos gastos públicos.

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Um prazo considerado longo e de riscos, para o banco suíço.

Segundo o Credit Suisse resta, então, antecipar os efeitos dos ajustes da próxima década e elevar os impostos, mesmo que provisoriamente. Para o analista Paulo Coutinho, uma boa frente seria rever as desonerações tributárias das empresas e das famílias com rendas mais altas, e possivelmente uma nova edição da CPMF.

Para Coutinho, mesmo prevendo as dificuldades do Congresso, o ideal seria fazer essas ações em curto prazo, o que poderia resultar num corte maior na taxa de juros, com perspectivas de crescimento em 2018 e 2019. Inclusive o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga salienta que o governo Temer precisa reduzir gastos imediatamente e também realizar ajustes na carga tributária.

Assim, mesmo com a redução da inflação, falta contornar a confiança dos empresários no Brasil, reduzir o nível de desemprego, entre outros aspectos, para uma recuperação econômica, hoje muito esperada.

Recentemente, as tentativas de reduzir a situação do quadro fiscal do Brasil têm ganhado notoriedade. Sendo assim, é um desafio e tanto tentar equilibrar as contas do governo e fazer o Brasil voltar a crescer. #Economia #contas publicas #Crise econômica