O brasileiro vai pagar mais caro para consumir energia elétrica a partir do mês de quarta-feira (1º). Na última sexta-feira (24), a Agência Nacional de #energia Elétrica (#Aneel) informou que a #conta de energia terá bandeira amarela a partir de março, o que significa uma cobrança adicional de R$ 2 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos, de acordo com os novos valores que entraram em vigor no dia 14 de fevereiro.

Segundo a Aneel, no mês de março a previsão das vazões que chegam nos reservatórios das hidrelétricas ficou abaixo do esperado, o que levou a uma maior geração de energia por usinas termelétricas como medida para preservar os níveis de armazenamento e garantir o atendimento à população.

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Desde dezembro, a bandeira tarifária em vigor era a verde, ou seja, sem nenhuma taxa adicional para os consumidores.

Sistema de bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 com o objetivo de diminuir os gastos extras do governo com a produção de energia gerada por termelétricas, que tem um custo mais elevado se comparado às hidrelétricas. Quando as hidrelétricas conseguem atender a demanda de energia a bandeira fica verde e o consumidor não paga nenhum valor adicional na conta.

Se as usinas termelétricas precisarem ser acionadas e o custo de produção ficar entre R$ 211,28 megawatt/hora e R$ 422,56 megawatt/hora (MWh), a Aneel aplica a bandeira amarela, como irá ocorrer em março. Quando o custo das termelétricas fica acima de R$ 422,56 MWh é aplicado o primeiro patamar da bandeira vermelha, com um valor extra de R$ 3 a cada 100 kWh consumidos.

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Caso o custo de produção supere R$ 610,00 por MWh, a bandeira vermelha é elevada ao segundo patamar e o valor acrescido passa para R$ 3,50 por 100 kWh.

Reajuste de tarifas

A Aneel abriu nova audiência pública para definir como a falta de chuva, e consequente risco hidrológico, irá impactar as tarifas repassadas aos consumidores. O custo do risco hidrológico não é coberto pelo sistema de bandeiras tarifárias. Aa agência prevê que este custo possa chegar a R$ 5 bilhões em 2017, refletindo em um possível reajuste de 2,5% nas tarifas de energia pagas pelos consumidores.