Após participar de um evento com representantes do segmento de construção na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Dyogo Oliveira, atual ministro do Planejamento, disse, nesta sexta-feira (17), que considerando a situação financeira que se encontra boa parte das famílias brasileiras, parte do dinheiro das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), será usado para quitar dívidas. Segundo ele, parte do valor, estimado em R$ 35 bilhões, de acordo com as contas do governo, não será para compra de bens, produtos ou reformas de residência, mas que, de toda forma, ajudará a melhorar a atual condição econômica do Brasil.

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A resposta foi dada em função de alguns jornalistas questionarem que, segundo a previsão de economistas, o impacto na economia dos saques das contas inativas do FGTS será pequeno.

Movimentar a economia

O ministro afirmou ainda de que tem certeza que os montantes sacados serão injetados na economia, o que contribuirá, e muito, na movimentação do ambiente econômico.

Oliveira salientou que avalia essa questão da liberação dos saques das contas inativas do FGTS como uma questão de justiça com as famílias brasileiras, que possuem recursos presos, enquanto muitas vezes estão passando por dificuldades financeiras. Ou estariam pagando altas taxas de juros por não ter o dinheiro disponível para quitas as dívidas.

Cancelamento da compra de imóveis

Sabe-se que a #Crise econômica que o Brasil tem enfrentando fez com que inúmeros brasileiros devolveram o imóvel comprado na planta.

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Por conta disso, muitas pessoas recorreram à Justiça pleiteando o dinheiro já pago pelo imóvel, o que levou o governo a criar regras que conciliem os interesses das construtoras e dos consumidores mutuários.

Sobre as regras de cancelamento da compra de imóveis, o ministro disse ainda que tal questão ainda não foi concluída. Para ele, o governo está ainda pensando numa solução que concilie os interesses das construtoras e dos consumidores que desistiram da aquisição de um imóvel por causa da atual crise.

A intenção, segundo Oliveira, é chegar à uma resolução que haja viabilidade do empreendimento do ramo da construção, mas sem lesar quem continua pagando pelo imóvel. Os consumidores que desistiram do imóvel querem rever o valor já quitado.

Porém, o ministro salienta que outros mutuários poderão ser prejudicados se o imóvel que está sendo pago, gradativamente, não for concluído. Oliveira afirmou que os empreendimentos imobiliários propõem, em caso de distrato (anulação ou rescisão de um contrato pactuado) limitar a devolução, variando entre 8% a 12% do valor do empreendimento pactuado. #Contas Inativas FGTS #pagar dividas