O governo de #Minas Gerais anunciou, no dia 30 de janeiro, que o estado fechou o ano de 2016 com déficit de R$ 4,1 bilhões. Assim como os estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, o governo de Minas decretou calamidade financeira por estar tendo dificuldades para pagar a folha de pagamento, fornecedores e a dívida.

Apesar disso, o governador do estado, Fernando Pimentel (PT), tem dado declarações contrárias ao ajuste fiscal proposto pelo governo federal, afirmando que "não aceitaria exigências descabidas do governo federal" e que "não permitiria que o ajuste recaísse sobre os servidores públicos". Da mesma forma, o governador do estado se mostra terminantemente contra a ideia de se privatizar a companhia estadual Cemig, pré condição do governo federal para ajudar o estado.

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Entretanto, até o momento, não apresentou um plano para que Minas busque o equilíbrio orçamentário.

O pensamento do governador de Minas se reflete em aumentos salariais concedidos pelo estado, apesar do grande déficit registrado. No dia 28 de janeiro, dois dias antes de divulgar o déficit, o governo mineiro realizou a nomeação de milhares de funcionários e/ou concedeu promoção, aumentando os salários, mesmo com o estado tendo excedido em 0,21 ponto percentual o limite de gastos com pessoal estabelecido na lei de responsabilidade fiscal.

O governo de Minas, assim como principalmente os estados do RJ e RS, tem parcelado os salários de servidores, renegociado contratos com fornecedores, dentre outras ações, afetando o funcionamento dos serviços essenciais para a população. Apesar desses problemas causados pelo desequilíbrio orçamentário, o governo mineiro afirma que o déficit em 2017 deve aumentar, passando para R$ 8 bilhões, indicando que, apesar da crise, os gastos do estado devem crescer.

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Enquanto a crise em alguns estados se aprofunda, o governo federal busca costurar acordo com aqueles em pior situação para que recebam ajuda federal. Entretanto, para que a ajuda seja concedida, o governo central exige que o estado realize corte de gastos e faça reformas na previdência, além de privatizações, o que tem sido rejeitado por alguns governadores e parlamentares, especialmente aqueles mais associados à posicionamentos de esquerda, que tendem a se colocar contra o equilíbrio orçamentário e privatizações. Com exceção do Rio Grande do Sul, que conseguiu aprovar algumas reformas relevantes no parlamento estadual, os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro não tem avançado com as reformas.

A crise em Minas Gerais também respinga em Aécio Neves e no PSDB de Minas Gerais, que governou o Estado de 2003 até 2014. O governo de #Fernando Pimentel (PT) culpa os governos tucanos e a #Crise econômica pela situação do Estado.