A crise que se fez presente durante todo o ano de 2016 levou as autoridades brasileiras a tomarem importantes iniciativas para contornar a situação. Atualmente, o baixo crescimento econômico, somado ao déficit fiscal brasileiro significam que a busca pelo controle da dívida pública deve continuar na pauta de nossas autoridades.

Em novembro de 2016, a #fitch avaliou a #Economia brasileira numa perspectiva negativa, rating BB/negativo, foi quando o presidente Michel Temer acionou o Congresso para a aprovação de um teto de gastos e também de um projeto de reforma da Previdência.

A inflação tem sofrido uma desaceleração e o déficit em conta corrente caiu para 1,3% do PIB. O que veio a refletir na baixa das importações devido à recessão e pela desvalorização do real, isso no olhar da agência de rating. A agencia considerou ainda que o déficit do setor público em proporção ao PIB continuou elevado em 8,9% em 2016.

A Fitch percebe alguns progressos, mas o cenário é ainda de desequilíbrio fiscal

A agência de rating percebe alguns progressos no contexto brasileiro, como uma melhora no clima político no Brasil após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas que devido à instabilidade política que vem por aí, devido a mais um ciclo eleitoral em 2018, a reforma da Previdência pode ser de difícil aprovação.

Contudo, segundo a Fitch, mesmo com essas medidas, para a estabilidade fiscal no médio prazo, novas iniciativas são necessárias para colocar a dívida pública num posicionamento melhor. E ainda, alguns estados brasileiros enfrentam uma instabilidade financeira, o que desequilibra para uma consolidação fiscal. E com baixo crescimento, é ainda improvável que as medidas fiscais do governo federal tragam estabilidade para a dívida pública, numa perspectiva de curto prazo.

Assim, o desequilíbrio fiscal e o crescimento econômico continuam ainda desafiadores no Brasil.

A Fitch tem perspectivas que o Brasil saia da recessão ainda em 2017, mesmo com a contração ocorrida no terceiro trimestre de 2016, que sinaliza investimentos fracos e de consumo. O que favorece também é que as perspectivas de inflação e sua queda gradativa, dá ao Banco Central possibilidades para gerenciar melhor a política monetária, depois da redução de 0,75 da taxa de juros em janeiro deste ano, ficando em 13% ao ano.

Fitch: novo rebaixamento da nota?

A agencia afirma que alguns fatores abrem espaços para um novo rebaixamento, ocasionando perda da nota para o país, como: a paralisação política e a não implementação de iniciativas que melhorem o crescimento e as finanças públicas. Lembrando também que a perspectiva negativa para o rating BB do Brasil, tem reflexos no grande desequilíbrio das contas públicas ou fiscal.

Portanto, o controle dos gastos públicos e o crescimento econômico continuam um desafio para as autoridades brasileiras. #Crise econômica