A carga horária de trabalho total entre homens e mulheres cresceu nos últimos anos. No ano de 2005, as mulheres trabalhavam em média 6,9 horas a mais do que os homens. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2015 a diferença cresceu para 7,5 horas.

Nesse espaço de tempo de dez anos, a média de horas trabalhadas pelos homens em atividades domésticas se manteve a mesma: dez horas semanais. Mas o tempo gasto com atividades profissionais diminuiu em média três horas por semana.

O tempo gasto pelas mulheres em atividades relacionadas ao lar também diminuiu, passando de 26,9 horas, para 24,4 horas semanais.

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Esse fato pode ser explicado pelo crescente uso de eletrodomésticos nas residências. Fora do lar, elas mantiveram a média de 35 horas semanais trabalhadas.

Se somadas todas as atividades, a jornada de #Trabalho dos homens caiu de 48,4 horas para 46,1 horas semanais. Enquanto a jornada semanal das mulheres foi de 55,3 horas para 53,6 horas trabalhadas.

Um fato que chamou atenção na pesquisa do IBGE, foi que só metade dos homens entrevistados pelos pesquisadores declararam realizarem tarefas domésticas. A outra metade declarou não realizar nenhuma tarefa em casa.

“Quando analisamos os dados em maiores detalhes, observamos também que mulheres com conjugue tem mais afazeres domésticos do que aquelas sem conjugue. Além disso, quanto mais filhos, maior o tempo gasto com os afazeres domésticos.", falou Natalia Fontoura, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

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Maior tempo de vida

No Brasil, as mulheres têm maior expectativa de vida do que os homens, vivendo, em média, sete anos a mais. E isso tem causado discussões na reforma da previdência social, pois já que as mulheres aposentam mais cedo e vivem mais tempo, recebem o benefício por mais tempo do que os homens.

Na maior parte dos países subdesenvolvidos, a idade mínima exigida para a aposentadoria é igual entre os sexos. Porém, o governo brasileiro alega que a realidade desses países é diferente da brasileira, pois contam um número muito maior de creches e escolas públicas. #Economia #PrevidenciaSocial