“A ocasião faz o ladrão”, ou seja, este ditado existente na língua portuguesa serve como um medidor para se testar a honestidade de alguns que querem levar vantagem em várias situações, como, por exemplo, em relação ao anseio de grande número de cidadãos para sacar as quantias existentes nas contas inativas do #FGTS na CEF – Caixa Econômica Federal. O Governo previa que até o dia 1º de fevereiro o cronograma dos saques já estaria disponível à população, mas a informação das datas deve ocorrer somente na 2ª semana deste mês, o que abriu uma brecha enorme para os espertalhões de plantão arquitetarem o #Crime da criação de um e-mail “fantasma”, que traz na mensagem a suposta data oficial para a retirada do dinheiro.

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A originalidade do golpe tem feito com que os denominados cibercriminosos obtenham as informações da maior parte dos dados bancários das pessoas.

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Na realidade, foi a ESET, empresa com especialização no segmento de segurança, que identificou o golpe virtual, o qual já se estendeu para as cinco regiões brasileiras; porém, predominando nas áreas Sul e Sudeste por razões óbvias de maior concentração populacional, logo, mais dinheiro nas contas inativas de FGTS.

Os hackers fazem com que temas sedutores, por meio de mensagens eletrônicas, chamem a atenção dos internautas e consecutivamente roubam informações privadas dos usuários da #Internet. Tal técnica é denominada de “phishing”, palavra inglesa que em entendimento livre significa enganar alguém através de um comportamento ou aparência inocente..

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Normalmente em relação ao tema em questão, os golpistas escrevem no campo assunto dos e-mails a seguinte frase: “Cronograma para saque do FGTS disponível”, possuindo ainda informações de como proceder para sacar o saldo das contas inativas. No e-mail há um arquivo anexado sob a nomenclatura “CronogramaFGTS.pdf.html”. A partir de então, a isca é lançada para que as pessoas acreditem que o anexo seja o tão aguardado calendário das retiradas bancárias; todavia, a abertura do arquivo, implica em vários “downloads” de códigos maliciosos no computador do usuário.

O esquema para os hackers é simples, pois o algoritmo ou código pirata tem justamente a função básica de rastrear os diversos plugins de bancos que estão no computador, além, é claro, dos antivírus de sentinela na máquina. Na ocasião em que a pessoa entrar na sua conta bancária, automaticamente a máquina infectada pelo phishing abrirá telas que não são as verdadeiras páginas de acesso das instituições financeiras, enganando o usuário para entregar de bandeja as suas senhas aos criminosos virtuais..

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Camillo Di Jorge, que é o presidente da ESET Brasil, aconselha que os internautas fiquem atentos a que espécie de e-mail estão recebendo, que possuam antivírus qualificados para evitar qualquer tipo de perigo, mesmo que potencial. Cuidados extras com os remetentes de mensagens eletrônicas, não abrir arquivos de pessoas desconhecidas, entre outros itens, fazem com que a chance do cidadão ser fraudado diminua sensivelmente.