Em negociação desde julho de 2016, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a empresa holandesa dona da marca #Heineken assinou nesta semana a compra da Brasil Kirin, dona das marcas #schin e Devassa. Com a compra, a Heineken se torna a segunda maior empresa de cervejas no Brasil, perdendo apenas para a gigante Ambev.

A Brasil Kirin, de origem japonesa, havia comprado a marca Schincariol em 2011 pela soma de R$ 6 bilhões, porém, com as dificuldades encontradas no mercado brasileiro, que levaram a empresa a um prejuízo de mais de R$ 500 milhões entre 2015 e 2016, a marca aceitou vender sua operação brasileira por menos da metade do preço original de compra. Com a compra da Brasil Kirin, a Heineken se torna dona de 12 fábricas de #Cerveja e das marcas Schin, Devassa e Baden Baden.

Com a aquisição, a Heineken passa a deter 19% do mercado de cervejas no Brasil, que é o terceiro maior no mundo, perdendo apenas para China e Estados Unidos. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, as vendas da Kirin Brasil caíram 25% desde 2012, fazendo com que a empresa registrasse seu primeiro prejuízo líquido anual em 2015.

Por que a Schin foi comprada pela Heineken?

A Brasil Kirin comprou a Schincariol e toda sua operação em 2011, porém, o negócio não foi tão bem sucedido. Entre batalhas judiciais com membros da família Schincariol, que tentaram reverter a venda da empresa, e um mercado em crise e inflacionado, a marca japonesa não conseguiu a absorção esperada no mercado brasileiro.

Tal cenário levou a empresa a operar com déficit de produção e ociosidade em suas fábricas, já que possuía um polo fabril não condizente com sua demanda, além do barateamento do produto no mercado final. Entretanto, pode ser justamente sua capacidade de produção o que mais interessa à Heineken, que possui atualmente apenas 5 cervejarias.

O novo mercado para a Heineken

Analistas afirmam que a compra da Kirin Brasil pela Heineken permite que, a longo prazo, haja uma competição de maior porte para a gigante Ambev e, em curto prazo, a Heineken pode se beneficiar da extinção da política de preços baixos da Kirin Brasil, que estava passando por reestruturação. A finalização do negócio depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).