Por pouco não foi criada uma gigantesca empresa no setor alimentício mundial. A #Kraft Heinz ofereceu nada menos do que US$ 143 bilhões para que fosse feita uma fusão com a #Unilever. A empresa norte-americana divulgou nesta sexta (17/2/2017) em nota oficial que a sua proposta de compra da companhia britânica havia sido recusada.

De acordo com a nota, a Unilever não aceitou os termos propostos no acordo. Convertendo o valor para a moeda brasileira, a proposta seria superior a R$ 443,5 bilhões.

A Unilever se posicionou de forma dura perante a proposta. Em comunicado oficial, a empresa afirmou que o acordo "subestima a Unilever" e que foi recusado por não enxergar nenhum tipo de mérito, seja estratégico ou financeiro, para os seus acionistas e por isso não vê bases favoráveis para uma possível negociação.

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Essa postura dura e firme vai contra a nota divulgada pela Kraft. Nela a empresa diz que a Unilever se mostrou interessada e buscar algum tipo de acordo. Apesar do tom otimista, a Kraft não garantiu que uma nova oferta será feita aos conselheiros da companhia britânica.

Gigante global com um pedacinho brasileiro

A Kraft Heinz foi criada e março de 2015 após a fusão entre a Kraft Foods, a maior empresa alimentícia norte-americana e a segunda maior em todo o mundo, com a H. J. Heinz Company, companhia que lidera a venda do mercado de ketchups nos Estados Unidos.

Ela é controlada por um dos maiores investidores dos Estados Unidos, o famoso empresário norte-americano Warren Buffet, e por um fundo de private equity chamado 3G Capital. Esse fundo tem entre os seus sócios o homem mais rico do Brasil: Jorge Paulo Lemann.

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De acordo com informações da Forbes, ele possui uma fortuna de US$ 27,8 bilhões.

A participação da 3G Capital, ao lado da Berkshire Hathaway, foi fundamental para que a fusão entre a Kraft e a Heinz acontecesse. Os fundos investiram cerca de US$ 10 bilhões na época, elevando o valor da nova empresa (Kraft Heinz) para US$ 46 bilhões em um acordo que abrange 13 diferentes marcas. #Economia