Que o Brasil padece de uma das suas maiores crises nas esferas política e econômica, disso ninguém mais tem dúvida; entretanto, alguns críticos e comentaristas em economia costumam dizer que o suposto “remédio” que o Governo Federal está administrando parece ser pior do que a própria doença. Mais um exemplo clássico dessa realidade e, pelo que parece, irá receber forte contestação por alguns segmentos da sociedade nacional, é o projeto de lei que o presidente Michel Temer endereçou ao Congresso Nacional, cujo escopo principal é alterar a “Lei Complementar nº 110, de 29 de junho de 2001, para eliminar gradualmente a multa adicional da contribuição social devida pelos empregadores em caso de despedida de empregado sem justa causa”.

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Sim, é isso mesmo, a nota de ratificação do envio da matéria foi veiculada no DOU - Diário Oficial da União, no dia 17 de fevereiro, sexta-feira, e de acordo com o entendimento do governo atual brasileiro, este tem o dever de desafogar e dar musculatura aos empresários nos seus negócios, pois só assim a economia nacional deixará de sofrer tamanho estrangulamento. O mesmo, entretanto, talvez não se aplique ao povo e trabalhador comum, pois alguém vai deixar de “ganhar” em toda essa situação de apuros.

Trocando em miúdos, de acordo com as informações liberadas pelas autoridades governamentais em Brasília no mês de dezembro do ano passado, o objetivo básico de toda a movimentação que se vê ao longo dos últimos dias em torno do assunto é que haja uma redução paulatina da multa de 10% sobre o FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, na ocasião em que as firmas ficam sob a obrigação legal de pagar, nos casos em que os empregados são demitidos, à exceção das demissões provocadas por justa causa.

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É tudo uma questão de conta, segundo Temer e sua equipe econômica, isto é, o que foi falado em dezembro último, é que o corte se daria em um ponto porcentual anualmente no espaço de tempo de dez anos, a fim de que a ação pudesse diminuir drasticamente os custos e despesas indiretos que acometem os dirigentes das empresas em geral, desafogando os caixas das mesmas.

Pelo que tudo indica, até 2018, que é quando a população votará nas próximas eleições para presidente do Brasil, haverá muitas mudanças, contestações e medidas impopulares adotadas pelo Planalto Central. #FGTS #Crise #Michel Temer