Nosso país enfrenta atualmente uma grave crise financeira, e em meio a este cenário caótico, o Governo Federal estuda formas de diminuir o gasto público, principalmente nas políticas assistencialistas do Governo.

Um dos benefícios que passará por um “pente fino” é o seguro-desemprego, cujo intuito do Governo Federal neste aumento do rigor é conter eventuais fraudes.

O Governo afirma que estas ações de controle e de benefícios bloqueados não possuem relação apenas com a crise fiscal, mas está relacionada com uma melhor gestão dos gastos, visando assegurar a política assistencial para àqueles que de fato se enquadram dentro dos critérios para obterem o benefício.

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Para melhor entender do que se trata, deve ficar claro que o seguro-desemprego é concedido ao trabalhador desempregado, com o objetivo de lhe garantir assistência por tempo determinado.

Segundo o ministro Ronaldo Nogueira, o governo brasileiro bloqueou mais de 8 mil concessões que estavam em vigência por meio de um exame feito pelo Ministério do Trabalho sobre o seguro-desemprego. O valor do bloqueio trouxe uma economia de mais de R$ 50 milhões aos cofres públicos.

Com o objetivo de intensificar o controle dos benefícios assistenciais, o Governo investiu no ano passado mais de R$ 70 milhões em sistemas de informação para fazer varreduras nas concessões de benefícios e até o momento o sistema já poupou mais de R$ 140 milhões aos cofres do Governo.

Vale ressaltar que, no ano de 2016, o desembolso com seguro-desemprego custou aproximadamente R$ 34 bilhões aos cofres públicos, e por isso se faz necessário um controle rigoroso.

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Das muitas fraudes que foram deflagradas, destaca-se que uma microempresa demitiu 280 funcionários de uma só vez sem que houvesse qualquer recuperação judicial e de um cidadão que teve seu CPF vinculado em mais de seis benefícios por empresas diferentes.

Os planos do ministério de aumentar o rigor na concessão de benefícios se estenderão também ao abono salarial, do próprio #FGTS e do seguro-defeso destinado especificamente aos pescadores. #Brasil #Crise econômica