Quem não gostaria de acordar pela manhã sem aquela preocupação de ter que sair cedo para não se atrasar para o trabalho? Esse é o sonho de 8 em cada 10 brasileiros. Até pouco tempo atrás, esse era um privilégio para poucos sortudos que trabalhavam para grandes multinacionais.

Com o advento da internet, a partir da década de 1990, e o aumento nas vendas de tablets e notebooks, isso aos poucos foi mudando e o número de profissionais que começaram a entrar neste seleto grupo foi aumentando consideravelmente.

A partir dos anos 2000, esse aumento foi maior ainda; hoje o número de trabalhadores que exercem suas profissões do conforto do seu lar, ou home office, como são chamados, cresce a cada ano.

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Em 2012, esse número já ultrapassava o montante de 170 milhões.

Uma tendência mundial

Essa é uma tendência mundial e no Brasil não é diferente. Segundo o site da Catho, 37,2% dos brasileiros já realizam o #Home Office em algum momento, basta alguns cliques nos sites de buscas e nos deparamos com inúmeras oportunidades de trabalho em casa.

É claro que no meio de um mercado tão grande o leitor irá se deparar com aproveitadores que buscam tirar vantagem da situação, mas, com cuidado e critério, com certeza encontrará empresas nacionais e internacionais que buscam pessoas qualificadas para fazer parte de seu quadro de profissionais home office, seguimento que está sendo chamado de trabalho 2.0.

Mas, nem tudo são flores. Da mesma forma que várias empresas que adotaram o home office tiveram um aumento em suas receitas, outras enfrentam problemas com essa nova forma de se trabalhar.

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Segundo pesquisa realizada pela ABREPO (Associação Brasileira de engenharia de produção), as principais dificuldades são o isolamento, o aumento da jornada de trabalho, a falta de suporte e ajuda pessoal, impossibilidade de abstenção por motivo de doença, a dificuldade de progresso na carreira e o aumento do custo para os trabalhadores.

Cada ponto precisa ser analisado com cautela para se poder chegar a uma solução que satisfaça tanto ao trabalhador quanto a empresa, analisando a questão do custo, que a princípio pode até ser um lucro para o empregado, visto que ele não vai mais gastar com transporte ou refeições fora de casa.

Por outro lado, há um aumento com adaptação de espaço de trabalho, aumento no consumo de energia e o custo com problemas técnicos, pois em casa o funcionário não pode contar com a equipe de TI da empresa para resolver possíveis defeitos em seus equipamentos.

Quanto a dificuldade em se conseguir uma promoção na carreira, segundo os autores, isso se deve à falta de visibilidade destes profissionais.

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Isso foi responsável por uma nova tendência que está sendo chamada de #coworking, ou trabalho compartilhado, é um local onde se juntam profissionais de diversas áreas e empresas, cada um na sua área, mas com a oportunidade de trocar informações e experiências, melhorando o desempenho e a produtividade.

O coworking veio para resolver quatro problemas básicos: empreendedores que estão iniciando suas atividades e não querem, ou não podem, abrir escritórios próprios devido aos seus altos custos; profissionais que querem trocar experiências com outros profissionais da mesma área ou de áreas diferentes; profissional que deseja uma maior interação com outros colegas e profissionais que não se adaptaram ao sistema home office.

Existem hoje no Brasil vários locais que disponibilizam espaços de coworking, que, além de escritórios, também possuem internet, sala de treinamento, sala de reunião, armários individuais, impressoras, lanchonetes, banheiros, dentre outros benefícios. #Trabalhar em casa