O #IBGE divulgou nesta terça-feira (18) os índices de volumes de vendas no #comércio do ano de #2016. No total o recuo foi de 6,2%, maior queda já registrada desde 2003. Anteriormente, o pior registro havia sido em 2015, com o recuo de 4,3%, consequência do aumento das taxas de juros e diminuição da renda dos consumidores.

Considerado o melhor mês para o comércio varejista, dezembro fechou em queda de 2%. Comparando o mesmo período ao ano anterior, a baixa foi de 4,9%.

Atividades que menos renderam

Das oito atividades listadas pelo IBGE, seis delas tiveram os índices mais negativos em 13 anos. As que mais se sobressaíram, em termos de contribuição para o resultado global, foram: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,1%); Móveis e eletrodomésticos (-12,6%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-9,5%); Combustíveis e lubrificantes (-9,2%); Tecidos, vestuário e calçados (-10,9%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,1%); Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação (-12,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-16,1%).

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A pior queda no intervalo de um ano foi do setor de móveis e eletrodomésticos (-14%). De acordo com o IBGE, a baixa se deu principalmente pela elevação das taxas de juros nas operações de créditos às pessoas físicas e pela queda da massa real de rendimentos. Já a perda da renda real e o aumento dos alimentos, foram os principais responsáveis pelo destaque negativo dos setores de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que marcaram recuo de 4,8%.

No varejo ampliado, composto pelos setores de veículos, motos, partes e peças, a retração foi de 14%, enquanto materiais de construção caíram 10,7%. A diminuição do número de financiamentos, aliada a restrição dos orçamentos das famílias brasileira justificam a baixa no varejo ampliado.

Futuro da economia brasileira

Segundo o relatório Panorama Econômico Global, divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em janeiro, a projeção de crescimento da economia no Brasil é de apenas 0,2% para este ano.

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Ainda de acordo com esta avaliação, a saída para a recessão acontece somente em 2018, período com previsão de crescimento de 1,5%.