As lojas colaborativas são a representação física do conceito de #Economia colaborativa (ou compartilhada, ou em rede), modelo de negócio inspirado no ambiente virtual.

As trocas de mensagens instantâneas com pessoas de qualquer região do planeta, proporcionadas pelo aprimoramento e popularização tecnológica, rompeu as limitações de fronteiras e alimenta a sensação de que o mundo se tornou uma grande tribo universal.

Se todos vivem na mesma tribo, é sensato que o senso de comunidade impere a fim de assegurar a estabilidade e promover o desenvolvimento do coletivo. E esse senso de comunidade se manifesta no digital com a troca constante de informações e experiências, enriquecendo o conhecimento direta ou indiretamente de usuários.

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C Como já dizia o dito antigo: “Conhecimento é poder”.

Essa filosofia de apoio mútuo de cidadãos conectados em rede inspirou um novo modelo de negócio intitulado de economia colaborativa. Nesse conceito, prioriza-se a troca de experiência ao invés da lógica mercantilista banal do lucro predominante.

Se uma negociação somente se concretiza mediante a satisfação plena de apenas uma das partes, rompe-se o espírito comunitário proposto. Exemplo: João quer colocar um quadro na parede. José tenta vender o seu martelo há muito sem uso. Porém, João considera desvantajoso. Ele precisa do efeito causado pelo instrumento não do objeto em si. Seguindo a lógica de economia compartilhada, José emprestaria, trocaria ou alugaria a preço acessível o item de trabalho, estreitando, assim, laços ou embolsando lucro inesperado, mas sem prejudicar João.

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Filosofia que dialoga perfeitamente para o enfrentamento de desafios bem reais: a degradação ambiental e a desigualdade social. Se o objeto e o lucro maximizado são colocados de lado, evita-se o acúmulo desnecessário, o posterior descarte sem supervisão e possibilita que camadas economicamente frágeis, ou fragilizadas, tenham acessos a serviços teoricamente inalcançáveis.

Há vários empreendimentos na internet que trabalham baseados nesse modelo. Existem serviços de aluguel ou empréstimo de roupas, seja da própria vendedora ou de uma loja, de espaços físicos como apartamentos, casas, hotéis, de troca de objetos, de financiamentos coletivos, os chamados crowdfunding, ou de serviços de carona. Já ouviu falar de um troço chamado Uber?

As lojas colaborativas são uma adaptação dessa ideia ao comércio tradicional. Utilizam a metodologia no emprego de captação e reposição de produtos. Em vez de buscarem os fornecedores tradicionais das grandes varejistas, alugam espaços no interior das lojas para artistas, microempreendedores, cooperativas locais ou de pequeno porte para exporem seus trabalhos, que envolvem itens de decoração artesanal a peças de roupas.

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Dessa forma, acabam entregando produtos diferenciados para o público sem o custeio de produção e transporte. Os pequenos comerciantes se beneficiam por conseguirem vitrine em locais de destaque, economizando em ações de marketing, na contratação de funcionários, pois as lojas contam com esses profissionais, e no aluguel do ponto de venda já que o valor total é fatiado por entre os empresários participantes.

Para o consumidor é uma ótima oportunidade de conhecer novos talentos, ter acesso a artigos únicos que esbanjam personalidade, valorizando a cultura local contrapondo-se ao estrangeirismo pasteurizado das multinacionais e de contribuir para a manutenção de uma alternativa a crise econômica que ceifou e ainda ceifa tantos postos de trabalho.

Esse é um nicho que vem ganhando cada vez mais adesão no Brasil, que é líder no continente em iniciativas de economia colaborativa, segundo pesquisa elaborada pelo IE Business School junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ao governo espanhol.

Alguns exemplos desse modelo de comércio podem ser encontrados na Rua Augusta, em São Paulo, que dentre elas se destaca a pioneira no Brasil, a Endossa, que já abriu filiais em Curitiba e Brasília. #Microempreendedorismo #EconomiaColaborativa