Está cada vez mais acirrada a luta por uma vaga de emprego no Brasil. A cada dia, as filas de desempregados crescem mais, e pelo 22° mês consecutivo é confirmada a perda líquida, que foi de 40.864 vagas formais de emprego só no primeiro mês do ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (3).

Mesmo o resultado sendo péssimo é ainda melhor que o do mês de janeiro de 2014 e de 2016, quando a economia brasileira perdeu 99,6 mil postos formais.

Demissões X novas vagas

Em um ano, 1,281 milhão de postos formais se perderam e as demissões superam a criação de novas vagas, principalmente no comércio e no setor de serviços.

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Mas, nem tudo está perdido: na indústria de transformação aumentaram os postos, assim como na agropecuária.

Com a crise, os empregos informais crescem e dezenas de milhares de trabalhadores que perderam seus empregos com carteira assinada se sujeitam a bicos ou se viram como autônomos enquanto procuram novo emprego.

O trabalhador por conta própria não é considerado um desemprego, a menos que se declare como tal, o que ajuda a manter a taxa de #Desemprego em níveis relativamente baixos. E para piorar tudo apenas um quarto desses trabalhadores contribui para a Previdência.

Fora do mercado formal, eles pagam menos impostos, o que também prejudica os esforços do governo de ampliar a arrecadação, reduzir o déficit fiscal e manter o grau de investimento.

Taxa de desemprego subindo

Com a taxa de desemprego no Brasil subindo a 12,6 % nos três últimos meses, o presidente Michel Temer tem destacado sua enorme preocupação com a crise, pois mesmo que haja uma retomada no desenvolvimento da economia, as novas contratações podem demorar.

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Os novos empregos estão relacionados com o avanço das atividades econômicas, mas o aumento de empregos registrados costuma ter uma recuperação bem mais vagarosa. Isso porque, antes das empresas voltarem a contratar, esperam até sentir que a demanda já é forte o suficiente para valer ampliar o número de funcionários. #Crise econômica #Crise no Brasil