Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, nesta terça-feira (7), o ministro da Fazenda Henrique Meirelles definiu a nova retração da #Economia brasileira como um olhar no retrovisor. "O PIB que foi divulgado hoje, inclusive do 4º trimestre se refere ao ano passado. Isso é um espelho no retrovisor...", disse ele.

Meirelles diz que mesmo o Brasil sentindo os efeitos da recessão, o país já começa a crescer e está voltando ao seu normal. Segundo o ministro, o país já aprova as reformas fundamentais. Mesmo sentindo os efeitos, o Brasil começa de fato a se solidificar dentro da normalidade, não só política e congressual, mas também na economia.

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Não obstante a isso, o Ministro Henrique Meirelles admitiu, após a entrevista coletiva, aumentar impostos e falou que a meta de resultado primário, que este ano é de um déficit de R$139 bilhões de reais, vai ser cumprida. "Se for necessário aumentar impostos, será aumentado. Se for necessário contingenciar gastos públicos ainda mais, será contingenciado. Agora o que existe é um compromisso nosso de cumprir a meta de resultado primário para 2017."

O ministro ainda afirmou que mesmo que a meta de R$ 139 bilhões seja elevada, o governo cumpriu a meta do ano passado e a entregou de maneira muito boa. Mesmo a meta desse ano sendo elevada, o governo também tem o dever de cumprir a meta estabelecida para este ano de 2017, mostrando ao povo brasileiro o seu comprometimento com a nação.

Nesta mesma reunião o presidente #Michel Temer falou que "a coerência dos nossos esforços tem se revelado na restauração de confiança e na recuperação de importante indicadores." O resultado do PIB de 2016 revela que a economia encolheu em todos os componentes, principalmente na agropecuária, na indústria e também no setor de serviços.

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Segundo o comentarista de Economia da Globonews, o jornalista João Borges, a queda da economia do país vem lá de trás e as causas são muito conhecidas. Segundo ele, a situação se agravou a partir de 2014 e os dados mais dramáticos são o desemprego, e nos dados divulgados hoje pelo IBGE isto se traduz na chamada renda per capita, ou seja, o valor total do PIB dividido pela população, caiu 4,6% em 2015 já em 2016 a queda foi de 4,4%.

Essa queda dos últimos dois anos anulou os ganhos e o aumento da renda per capita dos outros quatro últimos anos, ou seja, de fato teve um grande retrocesso neste aspecto. #Recessão no Brasil