O grupo francês Fnac Darty anunciou, no começo desta semana, que irá sair do Brasil. Com 12 unidades no país, a empresa é conhecida por vender eletrônicos, livros, artigos relacionadas a música, DVDs/BluRays e eletrodomésticos.

Presente no Brasil desde do fim da década de 90, a empresa limitou a afirmar que está em um processo ativo para buscar um sócio que dê lugar à retirada do país. O grupo, há pelo menos dois anos, já mostrava que iria sair do país, por falta de receita considerada inadmissível.

Ao jornal Estado de São Paulo, uma fonte disse que o modelo de negócio se tornou problemático nos últimos anos com a concorrência da venda de livros online, que cresce no Brasil lentamente, mas que vem conquistando os jovens com o passar dos anos. "O grupo chegou a conversar com muitas empresas, mas não conseguiu passar a operação adiante", disse a fonte ao jornal.

Representando menos de 2% do volume total de vendas, o balanço apresentado pela empresa mostra uma operação descontinuada. Mesmo com crescimento de 36,7% de 2015 para 2016, as receitas não condisseram com o esperado do ano passado para este.

Fnac no Brasil

Ao todo, o grupo #FNAC Darty possui 12 unidades espalhadas pelo Brasil, até o fim de dezembro de 2016. Seis estão no Estado de São Paulo, com três presentes na capital paulista. A da Avenida Paulista é a mais conhecida, e ainda possui a presença nos bairros Pinheiros e Morumbi. Campinas, o Aeroporto de Guarulhos e Ribeirão Preto também possui unidades.

Nos outros estados, a Fnac Darty está em Goiânia-GO, Porto Alegre-RS, Curitiba-PR, Brasília-DF, Rio de Janeiro-RJ e Belo Horizonte-MG. O Brasil foi o primeiro país a receber uma filial do grupo francês em 1998.

Há cerca de um mês, o comando da empresa no Brasil foi trocado. A diretora geral Claudia Soares, ex-Grupo Pão de Açúcar, foi trocada pelo executivo Arthur Negri, que trabalhou na Blockbuster. Procurada pela reportagem do Estado de São Paulo, a empresa não quis se pronunciar sobre o assunto.

Fora da França, a empresa também está na Costa do Marfim, Marrocos, outros países europeus e no Catar. O grupo não se pronunciou sobre a situação dessas unidades. #Negócios