O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (#IPCA), principal indicador da #Inflação no Brasil, fechou o mês de fevereiro em 0,33%, conforme divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE, responsável pelo cálculo do índice. O resultado, o menor em 17 anos para o mês de fevereiro, é visto como animador por muitos economistas.

Impacto nos juros

Em relação a janeiro, o IPCA caiu 0,03%. Pode parecer pouco, mas a sequência de índices baixos contribuiu para que no acumulado de 12 meses a inflação chegasse a 4,76%, bem perto do centro da meta estabelecida pelo Banco Central de 4,5%.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária do BC em fevereiro, os diretores da instituição sinalizaram que o ritmo no corte na taxa de juros básica da economia, a Selic, poderia ser acelerado, caso a inflação ficasse dentro da previsão de 0,55%.

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Como o índice veio abaixo do esperado, é possível que a redução na próxima reunião seja ainda maior que a da última, quando a taxa foi reduzida de 13% para 12,25%, ao ano.

A expectativa dos especialistas é que a queda dos juros combinada à aprovação de reformas importantes pelo governo, como as da previdência e trabalhista, pode levar o país de volta ao caminho do crescimento econômico e geração de empregos, urgentes no país onde mais de 12 milhões de pessoas estão sem trabalho.

Heróis da inflação baixa

Um dos alimentos mais comuns na mesa do brasileiro, o #feijão carioca, desta vez foi herói da inflação baixa. O IBGE registrou variação negativa de -14,22%. Situação oposta à verificada em 2016 quando o item chegou a acumular alta de 200% de janeiro a junho. A batata inglesa (variação de -8,22%) e o frango (-3,83%) também deram contribuição importante à estabilização geral dos preços.

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As passagens aéreas também ficaram mais baratas, com redução de 12,29% em média.

Alguns produtos tiveram altas sazonais, como a cenoura, que ficou 11,77% mais cara, e o açaí, com aumento de 10,95%. No entanto, os itens sozinhos não são suficientes para provocar um aumento geral do índice calculado pelo IBGE.