As #mulheres conquistaram o #Mercado de #Trabalho em áreas antes dominadas pela presença masculina. Atualmente, um grande desafio do departamento de recursos humanos de uma empresa é incentivar o potencial e manter talentos femininos. Quando se fala no mercado financeiro a questão fica ainda mais evidente.

Mesmo com o recente avanço na valorização do trabalho das mulheres, empresas de serviços financeiros ainda enfrentam dificuldades para reter profissionais. O desafio se intensifica, sobretudo, com relação às mulheres na casa dos 30 anos, quando surgem conflitos para conciliar carreira, vida familiar e maternidade.

Essa batalha constante reflete na disparidade de gênero em posições de chefia nas corporações.

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Um estudo denominado “Women in Financial Services", analisou mais de 380 empresas em 32 países e concluiu que apenas 20% dos cargos em conselhos administrativos e 16% em comitês executivos do setor financeiro são ocupados por mulheres. Em relação à média global, o Brasil ainda fica para trás. São somente 10% das posições em comitês executivos ocupados pelo sexo feminino.

A pesquisa revela que o progresso em relação à mulher no mercado de trabalho é limitado, já que os homens costumam receber salários mais altos e receber mais chances de crescimento na carreira. Essa questão está presente em diversos setores da economia, contudo o mercado financeiro apresenta desigualdade acentuada. Segundo o estudo, a possibilidade de mulheres, em especial aquelas com 30 anos ou mais, abrirem mão de suas carreiras no setor financeiro é de 20% a 30% maior se comparado a outras áreas.

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Outro levantamento, desta vez realizado pela Grant Thornton, entrevistou mais de 5 mil pessoas em 36 países para averiguar a ocupação em cargos de liderança. Os dados mostram que, no último ano, a proporção de cargos de chefia ocupado por mulheres aumentou, chegando a 24%. Contudo, em escala mundial, um terço das empresas ainda não possui mulheres em posições de gerência.

Os países do leste europeu se destacam neste quesito e ultrapassam a média global. A região apresenta 35% das posições da alta administração preenchido por mulheres e menos de 20% de empresas sem presença feminina no alto escalão. A Rússia encabeça a lista dos países com melhor desempenho, com 45%. As nações bálticas seguem na ponta: a Lituânia com 39%, Estônia com 37% e Letônia com 35% de mulheres em posições de chefia.

Entretanto, nem todos os países têm participação feminina tão acentuada. O G7 demonstrou leve melhora este ano em relação a 2012, passando de 18% para 22% o índice de mulheres em cargos executivos.

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Mas são quase 40% de corporações sem mulheres na alta administração. Alemanha e Japão, por exemplo, não foram bem avaliados pela pesquisa. Mesmo com Angela Merkel como chanceler do país, os alemães têm apenas 15% de executivas, e grande parte das companhias (60%) não possui mulheres na gerência sênior. No Japão a questão é ainda mais grave. São módicos 7% de mulheres no alto escalão e quase três quartos das corporações japonesas contam com presença predominantemente masculina em seu quadro superior hierárquico.

Na América Latina, mesmo com economias importantes já chefiadas por mulheres, ainda há muito que melhorar. O Brasil e a Argentina demonstraram ligeiro avanço, mas decaíram nos últimos cinco anos. A região latina tem apenas 18% dos cargos ocupados por mulheres e mais da metade das companhias não contam com mulheres na alta administração.

Pelos dados, fica explícito que as mulheres ainda têm um longo caminho pela frente em busca de igualdade no mundo corporativo. Mas de forma alguma se pode ignorar as melhorias que ocorreram, por mais modestas que sejam. A torcida é que logo mais as mulheres poderosas mundo afora deixem de ser minoria.